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Vista das Cidades do Rio de Janeiro-Niterói

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Desta vez estou enviando uma panorâmica que fiz no Sábado (04-03-2003), da entrada da baía de Guanabara, com uma visão que vai desde a Praia do Flamengo até Itaipú, em Niterói.

Aproveitando o belíssimo dia de sol, combinei com um grupo de amigos e fomos curtir um pouco a nossa cidade, num passeio de quase 7 horas, desde a Urca até a Praça Tiradentes. A panorâmica que consegui fazer, foi graças a maquininha fotográfica, da qual não desgrudo mais, na tentativa de captar um mundo belo que a cada dia se descortina, desde o sucesso da cirurgia a que me submeti para corrigir mais de 30 anos de miopia.

Foi esta nova visão do belo, que acabou me levando para o esporte "aventura" ou "radical", a fim de captar, com os olhos, com o tato, com a audição e com o olfato, todo este manjar que a natureza nos traz com seu aguçado paladar dos Deuses.

Neste sábado, ao invés de me dedicar às cachoeiras, aos rios, ou às montanhas, fiquei por conta da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro [1565-2003], da qual fiz a imagem que segue, em duas opções:

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* 1 - a primeira: uma panorâmica geral;

. * 2 - e, a segunda: a mesma panorâmica dividida em duas, com letras do alfabeto, A-M, com indicações dos principais lugares, para orientar, e algumas informações históricas, conforme segue abaixo.

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- Esta imagem foi feita no dia 4 de Março de 2003, Sábado, tirada da bateria de São Teodósio, erguida em 1574, durante a administração do Governador Cristovão de Barros [21.10.1571 - 1575]. Situada na entrada da baía de Guanabara, no Morro de São João, também denominado de Cara de Cão.

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A - Praia do Flamengo. Antiga praia de Uruçumirim, local onde teria saído ferido, no ano de 1567, o Capitão Estácio de Sá, por ocasião da batalha contra as forças franco-indígenas (tamoios), sob o comando de Jean Bois-le-Conte, sobrinho de Villegaignon, que havia retornado para a França.

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B - Centro da Cidade. Onde hoje se vê os potentes arranha-céus, foi fundada a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no ano de 1567, após a vitória das forças luso-indígenas (temiminós) contra as forças franco-indígenas (tamoios). Sob um morrote, depois denominado de Morro do Castelo, fundou-se a Cidade, que homenageava o jovem Rei de Portugal: D. Sebastião.

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C - Aeroporto Santos Dumont. O Edifício Santos Dumont, pode ser considerado um dos marcos da arquitetura moderna, projeto vencedor do Concurso Nacional de Anteprojetos em 1938, de autoria dos arquitetos Marcelo e Milton Roberto, mais conhecidos por "Irmãos Roberto". Cabe ressaltar que os aterros do Calabouço, procedidos para ampliação do Aeroporto Santos Dumont, ligaram a antiga e histórica Ilha de Villegaignon ao continente.

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D - Ilha de Villegagnon. Baía de Guanabara. Com 21.600 m2. Antigamente, chamada pelos índios de Serigipe. Teve seu nome atual devido ao célebre Almirante Nicolás Durands de Villegagnon, que a ocupou em meados do séc. XVI. Nela construiu o Forte Coligny. Em 1893 foi ocupada pelos revoltosos da Armada. Sede da Escola Naval, imponente edifício que teve sua construção iniciada em 11 de Junho de 1934. A 05.04.1938, houve Cerimônia de entrega das chaves da nova Escola Naval de Villegagnon ao Ministro da Marinha, almirante Henrique Aristides Guilhem.

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E - Ponte Rio-Niterói. No ano de 1963, criou-se um grupo de trabalho que deu início a idéia da construção da ponte. Sua construção teve início, simbólicamente, em 1968, com a presença da Rainha Elizabeth II. As obras começaram em 1969 e inauguradas em 04.03.1974.

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F - Niterói. Após a derrota dos franceses, em 1567, pelas tropas lusitanas, Araribóia e sua tribo recebeu sesmaria que ficava em frente à nova cidade do Rio de Janeiro. Estas terras correspondiam a maior parte do atual território do município de Niterói, e correndo pela costa, chegavam até Maricá. Tomou posse em 22.11.1573, data em que se comemora o aniversário da cidade. Em 1835 recebeu a denominação de Niterói (águas ocultas).

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G - Praia de Icaraí. Com a morte de Araribóia (1587) iniciou o processo de declínio do aldeamento. Pouco a pouco surgiram novos núcleos, como os de São Domingos, Praia Grande, São João de Icaraí, São Sebastião de Itaipu e São Gonçalo. Em 1696, a Capela de São João Batista de Icaraí foi elevada a categoria de Freguesia.

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H - Ilha da Laje. Bahia de Guanabara. Com 7.900 m2., conhecida pelos franceses pelo nome de Ratier. Trata-se de uma pequena ilhota, que por ser rasa, originou-se o nome Laje. De grande importância estratégica, nela se ergueu a Fortaleza da Laje, que teve sua construção autorizada em 1644. Foi usada como prisão política, lá estando preso José Bonifácio, seus irmãos e companheiros; Cipriano Barata, Miguel de Frias e Pedro Ivo, que dela conseguiu fuga espetacular.

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I - Fortaleza de Santa Cruz. Em 1696 ficam terminadas as obras de reconstrução da fortaleza de Santa Cruz da barra do Rio de Janeiro. Em seu lugar, existiu ao antigo forte de N.S. da Guia, construído por volta de 1590.

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J - Itaipú. Com a morte de Araribóia (1587) iniciou-se, conforme já foi dito, o processo de declínio do aldeamento. Pouco a pouco surgiram novos núcleos, entre os eles: São Domingos, Praia Grande, São João de Icaraí, São Sebastião de Itaipú e São Gonçalo. Em princípio do século XIX, São Sebastião de Itaipu, constituía um distrito, sujeito a uma administração, quando D. João VI resolveu emancipar a Vila da Praia Grande (Niterói) a 10 de maio de 1819. Passou a configurar uma das suas quatro freguesias.

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K - Ilha da Mãe. Localizada defronte o pontal de Itaipú.

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L - Ilha do Pai. Mas afastada do Litoral.

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M - Forte de São João. Urca. Morro de São João, também denominado de Cara de Cão. Um dos marcos da fundação da Cidade do Rio de Janeiro [Cidade Velha], onde reuniram-se, na pequena várzea entre este Morro e o do Pão de Açúcar, as forças do Cap. Estácio de Sá [1565], para no ano de 1567, saírem em guerra, vitoriosa, contra os invasores franceses. Nele foi erguido a Fortaleza de São João, obra do séc. XVII, pronta em 1618, cujo portão, ainda existente, construção de alvenaria, é tombada pelo Patrimônio Histórico.

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Visualise aqui a panorâmica geral[Clique Aqui ]

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Por Carlos Eduardo de Almeida Barata

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