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Rio sem Fronteira
Parte I
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Ilustres e apaixonados pelas memórias da Cidade do Rio de Janeiro: - no último Domingo, dia 12 de Julho, juntou-se parte do "Grupo Assis", com todos os "Expedicionários da Floresta", e com alguns integrantes do Grupo dos "Gigantes de Quatro Rodas" (Jeep Tour), para fazermos um passeio pela Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
A partir de hoje, os demais integrantes do Grupo "Assis", que não tiveram a oportunidade de participar deste evento, assim como, outras curiosos interessadas pelas "estorias" da nossa Cidade, passaram a ter acesso ao Roteiro feito nesta prolongada excursão.
A novidade incluída neste Roteiro, para os que participaram da referida excursão, fica por conta de antigas ilustrações dos locais por nós visitados nas prolongadas oito horas de apaixonante convívio [11:00, MAM - 19:00, Lapa]
Meus agradecimentos e boa viagem.
Cau Barata
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Palácio da Conceição - século XVII-XVIII.
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Imagem dos "Excursionistas", ao lado dos "Expedicionários" e dos "Jeep Tour". feita pelo Mestre GERARDO MILLONE, grande conhecedor da história da nossa cidade, outro apaixonado por fotografia, membro do Grupo Jeep Tour e, também, membro vitalício do Grupo dos Expedicionários que, desde o ano passado, vem explorando, pouco a pouco, os Elos perdidos da História Carioca.
ROTEIRO
- ROTEIRO -
PARTE I - RESUMO
Saímos do MAM - Av. Infante Dom Henrique, 85, e após contornamos nas imediações do Aeroporto Santos Dumont, os viadutos que traçam a Praça Senador Salgado Filho, vamos pegar o início da Avenida Presidente Antonio Carlos, para entrarmos na Rua de Santa Luzia, em direção a Ponta do Calabouço (próxima ao Largo da Misericórdia). Neste pequeno percurso, em que estamos buscando os alicerces da fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro - o Morro do Castelo [1567].
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SAÍDA
Museu de Arte Moderna
Museu de Arte Moderna (MAM) - século XX
Foto: Gerardo Millone
Foto: Gerardo Millone
O Museu de Arte Moderna, foi fundado por iniciativa particular, mantido por sociedade civil sem fins lucrativos. Foi criado em 1949 por iniciativa de estudiosos e colecionadores de arte, runidos em torno de Rodrigo de Mello Franco de Andrade e Raymundo Ottony de Castro Maya. Em 1954 iniciou-se a construção de sua sede definitiva, com o apoio de Niomar Muniz Sodré, com projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy. Em 24 de Janeiro de 1958, abre suas portas a intelectuais e artistas, falando o arquiteto Afonso Eduardo Reidy. Em 27 de Janeiro, inaugura-se a sede defenitiva do Museu, após seis anos de perManência na Rua da Imprensa.
O prédio, uma bela construção em estilo moderno, foi considerado, na época, a revelação da arte brasileira, emoldurado pelos jardins de Roberto Burle Marx, o mais famoso paisagista brasileiro.
ROTEIRO
Saímos do MAM - Av. Infante Dom Henrique, 85, e após contornamos nas imediações do Aeroporto Santos Dumont, os viadutos que traçam a Praça Senador Salgado Filho, vamos pegar o início da Avenida Presidente Antonio Carlos.
JARDIM DA PRAÇA SENADOR SALGADO FILHO - Praça Senador Salgado Filho. O Jardim da Praça Salgado Filho, fronteiro ao Aeroporto Santos Dumont - um dos marcos da arquitetura moderna no Brasil, é de autoria do paisagista Roberto Burle-Marx, autor, também, do plano paisagístico do Aterro do Flamengo, próximo ao citado Aeroporto. Considerado um exemplo de organização paisagística com plantas tropicais e vegetação adaptada à realidade climática local.
Aterro do Flamengo - Construção do Aeroporto Santos Dumont
Chegamos na Avenida Presidente Antonio Carlos, traçada na esplanada obtifa pelo arrasamento do Morro do Castelo em 1922.
AVENIDA PRESIDENTE ANTONIO CARLOS - Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, nascido a 05.09.1870, Barbacena, MG, e falecido a 01.01.1946, Rio, RJ. Bacharel em Direito pela Faculdade de São Paulo [1891]. Fundador do Clube Republicano Mineiro e do Republicano Acadêmico. Promotor de Ubá [MG]. Juiz substituto em Palma [MG]. Professor de História do Brasil e Economia Política na Escola Normal de Juiz de Fora, MG [1893]. Vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Ministro interino do Interior [MG], substituto na prefeitura de Belo Horizonte [MG]. Senador ao Congresso Mineiro [1907]. Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Deputado Federal [1911]. Ministro da Fazenda no governo Wenceslau Bras [1917-1918]. Membro da Comissão de Finanças, na Câmara dos Deputados. Líder da Câmara [1924]. Senador por Minas Gerais [1926-1930]. Governador do Estado de Minas Gerais [1926-1930]. Tomou parte na organização da Aliança Liberal e participou da Revolução de 30. Presidente da Assembléia Nacional Constituinte [1930]. Presidente da República do Brasil, durante a viagem do pres. Vargas à Argentina e ao Uruguai [17.05.1935 a 08.07.1935].
Benedito Valadares, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Valdomiro Magalhães (esquerda para direita) durante banquete em Minas Gerais, 1933/1937 (CPDOC/Bvafoto007)
Após pegarmos o início da Avenida Presidente Antonio Carlos, vamos entrar, pouco adiante, à direita, na velha Rua de Santa Luzia
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RUA DE SANTA LUZIA - Centro. Logradouro do século XVI. Começa esta rua no Largo da Misericórdia e termina na Av. Rio Branco. Inicialmente, terminava defronte da Igreja de Santa Luzia. Aberta até atingir a rua da Ajuda, nas imediações do Passeio Público, em 1817, por D. João VI, em cumprimento da promessa feita à Santa Luzia por ocasião da moléstia de olhos de seu neto, o infante D. Sebastião. Portanto, sua extensão foi maior, antes da abertura da Av. Rio Branco. Antigamente chamou-se Praia de Santa Luzia. Existe nesta rua o Hospital da Santa Casa de Misericórdia [n.206] e a Igreja de Santa Luzia [n.490], de onde se tirou a denominação da rua.
Rua Santa Luzia, no seu prolongamento em direção a atual Cinelândia. Vê-se a praia de Santa Luiza. Atrás da Igreja de Santa Luiza, temos a aba do Morro do Castelo
Quase na esquina da secular Rua de Santa Luzia com a novata Avenida Presidente Antonio Carlos, vê-se a edificação da antiga Igreja de Santa Luzia, que deu nome ao logradouro que acabamos de entrar.
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IGREJA DE SANTA LUZIA - Rua Santa Luzia, 190 - antiga praia deste nome, erguida antes de 1592, sendo uma das primeiras lançadas na cidade de São Sebastião. Também denominada de Igreja da Virgem Mártir de Santa Luzia.
Ficou destruída pelos anos, mas em terreno próximo da primitiva ermida, construiu-se, a que hoje existe, com nave única, capela-mor, uma só torre e uma só porta de entrada, por provisão episcopal de 12 de Janeiro de 1752, à requerimento de Diogo da Silva, e sustentada por uma Irmandade e por esmolas dos devotos, que tributam diários cultos a tão particular protetora da boa vista.
Em 1872, sofreu profunda remodelação, segundo projeto do Mestre Antonio de Pádua e Castro, acrescentando-se os corredores laterais, a tôrre-sineira da banda do evangelho, a outra sineira, puxado correspondente ao consistório e à secretaria da Irmandade.
Em seu interior, destacam-se os três altares do Mestre Antnio de Pádua e Castro, o mesmo que recosntruiu sua fachada.
Tradicionalmente pintada de azul, com as pilastras, entablamento e guarnições dos vãos de cantaria. Neste século, com o arrasamento do morro do Castelo e o aterro dele proveniente, a igreja de Santa Luzia perdeu sua praia.
Eis a grande esplanada do Castelo, fruto do desmonte do Morro do Castelo,
no ano de 1922, restando, ao fundo, cada vez mais afastada do mar, a Igreja de Santa Luzia. O arrasamento do morro (1921-1922) conquistou para a cidade imensa área últil de quase 700.000 m2. À esquerda, vê-se o edifício da Associação Cristã dos Moços.
Morro do Castelo em 1750
(Rua de Santa Luzia)
Cau Barata