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Rio sem Fronteira
Parte IV
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Cau Barata
(Carlos Eduardo de Almeida Barata)
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Passeio pela Cidade do Rio do Janeiro - extensão das aulas históricas - realizado no Domingo, dia 13 de Julho de 2003, a bordo dos GIGANTES DE 4 RODAS, gentilmente cedidos pela Jeep Tour.
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ROTEIRO A PÉ
Este percurso será dividido em duas partes: uma, dedicada à rua Primeiro de Março; e outra, à Praça XV.
Enquanto os nossos Gigantes de 4 Rodas, da Jeep Tour, nos deixaram, para ir ao nosso encontro, depois, no Centro Cultural do Banco do Brasil, nos caminhamos a pé, saindo do Palácio da Assembléia (Tiradentes), defronte a rua Primeiro de Março, antiga rua Direita, e cruzamos pelo Paço Imperial, em direção a Praça XV de Novembro.
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RUA PRIMEIRO DE MARÇO
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Parte I
Centro. Começa esta rua pouco antes da Praça Quinze de Novembro e termina no começo da Ladeira de São Bento, junto ao Arsenal de Marinha. Atravessa as ruas do Ouvidor, do Rosário, antiga General Câmara (desparecida com a abertura da Av. Presidente Vargas), antiga São pedro (desparecida com a abertura da Av. Presidente Vargas), , Teófilo Ottoni e Visconde de Inhaúma. Nela começam as ruas: Buenos Aires (antiga do Hospício); da Alfândega; Conselheiro Saraiva; e o becos do Barbeiro, e do Bragança.
Uma das mais antigas da Cidade, e uma das primeiras a cortar a Várzea, aberta em princípios do século XVI, com a denominação de caminho do Ó e, em seguida, caminho ou praia de Manoel de Brito. Pouco tempo depois, rua Direita do Carmo para S. Bento, rua Direita para a Misericórdia e rua que vai para S. José. Um dos logradouros mais animados da antiga Cidade.
Em memória da vitória de Aquidaban, que deu fim a guerra do Paraguai, deu-lhe a Câmara Municipal, po proposta do vereador Joaquim Antonio de Araújo Silva, a denominação atual - rua Primeiro de Março - em sessão de 13.05.1870.
O decreto de 04.07.1950, altera sua extensão, incorporando-lhe o trecho inicial da Rua da Misericórdia, onde estivemos parados, há algum tempo, em visita a Igreja de São José e ao Palácio Tiradentes.
Nela estão importantes Igrejas: do Carmo [n.º 6], da Ordem Terceira do Carmo [n.º 8] e da Cruz dos Militares [n.º 36].
Registra-se, ainda, importantes edifícios: o antigo Convento do Carmo [n.º101], o Paço Imperial [n.º 48]; o Centro Cultural Banco do Brasil [n.º66]; o Arsenal de Marinha e repartições; a antiga secretaria de Marinha; além dos antigos prédios do Quartel General, da Capitania do Porto; da Contadoria; os antigos bancos Hipotecário do Brasil; União Íbero Americano; do Crédito Real do Brasil; do Agrícola do Brasil; de Crédito Móvel; Comercial do Rio de Janeiro; Comercial e Lavoura; e do Comércio.
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TRECHO 01
ENTRE AS RUAS DA ASSEMBLÉIA e SETE DE SETEMBRO:
Rua da Assembléia: já foi historiada na Parte III - começa na da Misericórdia e termina no largo da Carioca. Já se encontrava alinhada no séc. XVII. Denominou-se caminho que vai para o cruzeiro de S. Francisco, rua da Cadeia, rua que vai para a Assembléia e, finalmente, rua da Assembléia (1848). Neste trecho temos a Igreja de São José e a Cadeia Velha (Assembléia), já descritas na Parte III.
Rua Sete de Setembro: começa esta rua na praça XV de Novembro e termina na Praça Tiradentes. Aberta por volta de 1679, para nela se construir um cano, daí a sua antiga denominação de rua do Cano. Foi menor, pois até 1856, terminava na rua do Carmo. Neste ano, deu-se saída até a Praça XV de Novembro, construindo-se um passadiço que comunicava o Convento do Carmo à Igreja de N.S. do Carmo - então Capela Imperial. Foi demolido em 1890. Também chamou-se, rua Detrás de S. Francisco de Paula, a parte compreendida entre a Travessa de S. Francisco de Paula e a Praça Tiradentes. Recebeu a atual denominação, em memória da data comemorativa da Independência do Brasil.
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Planta do Trecho 01
Entre Assembléia e Sete de Setembro: vê-se pequeno casario, na esquina da rua da Assembléia com Primeiro de Março, colado à esquerda do Convento do Carmo, hoje inexistente. Ainda sobrevivem os pasadiços: o primeiro, ligando o Paço Imperial, abaixo, ao Convento do Carmo, com seus arcos, sobre a rua Primeiro de Março, por onde transitavam as carruagens; o segundo, ligando o Convento do Carmo a Torre da Catedral (hoje inexistente), passando sobre a rua Sete de Setembro. Dessa forma, o Paço Imperial ficava ligado à antiga Catedral do Rio de Janeiro: - a Igreja do carmo. As linhas paralelas que saem da rua Sete de Setembro e contorna a Praça XV, representa o caminho do Bonde (Companhia Carioca - Riachuelo) que, dando a volta na Praça, retorna para a rua Primeiro de Março, por onde vai continuar em todo o seu percurso. Este quarteirão é dominado pelo Convento do Carmo e pelo Paço Imperial, sobre os quais falarei, mais adiante, quando me dedicar à Praça XV.
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Foto do Trecho 01
(Augusto Malta)
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Entre Assembléia e Sete de Setembro: ainda se vê o pequeno casario, na esquina da rua da Assembléia com Primeiro de Março, colado à esquerda do Convento do Carmo, hoje inexistente. Já não existem mais os pasadiços, removidos por volta de 1890. À esquerda, o Paço Imperial e, logo adiante, a Igreja de São José, que já se encontra situada à rua da Misericórdia, assim como o edifício da Cadeia, hoje Palácio Tiradentes, que fica entre a Igreja e o Paço. Ao fundo, o Morro do Castelo, marco da fundação da Cidade, em 1567, arrasado 355 anos depois, em 1922.
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Edifícios do Trecho 01
Entre Assembléia e Sete de Setembro: vemos no quarteirão correspondente a este trecho, quatro edificações, coladas ao Convento do Carmo. Na verdade, estas edificações que constam do mesmo quarteirão, numeradas de 2 a 8, já pertencem à rua da Misericórdia, e não a Rua Primeiro de Março, que então principia no próprio Convento do Carmo, sem número.
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Rua da Misericórdia, números:
8 (propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876);
6 (residência de Maria de Souza Freitas - 1876);
4 (residência de João Antonio Baptista - 1876); e
2 (residência de José de Freitas Viegas - 1876).
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Todos deixaram de existir. O número 8, faz esquina com a rua da Assembléia. Defronte aos quatro números, está uma das laterais do Paço Imperial.
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TRECHO 02
ENTRE A RUA SETE DE SETEMBRO e o BECO DOS BARBEIROS
Rua Sete de Setembro: descrita acima. Começa esta rua na praça XV de Novembro e termina na Praça Tiradentes.
Beco dos Barbeiros: começa na Rua Primeiro de Março, próximo ao n.º 7, e termina na rua do Carmo. Aberto em 1755, quando do início da construção da Igreja da Ordem terceira do Carmo, ligando a rua Primeiro de Março à rua do Carmo. Foi local preferido de moradia dos barbeiros coloniais que, naquele tempo, também exerciam as funções de dentistas e sangradouros. É calçado com grandes blocos de pedra, de onde podem-se notar calhas de ferro trabalhadas para escoar água da chuva.
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Planta do Trecho 02
Entre Sete de Setembro e Beco do Barbeiro: vê-se a Torre da antiga Catedral (hoje inexistente), a Igreja da Ordem do Carmo e a Igreja da Ordem terceira do Carmo. Na parte baixa, onde os trilhos do bonde entra na rua Primeiro de Março, o pequeno casario na esquina desta rua com a Praça XV, onde existiu, no passado, o grande casario que se ligava ao Arco do Teles, propriedade da família Teles, abastados senhores de engenho na região da Taquara, e que pegou fogo no final do século XVIII.
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Gravura do Trecho 02
Entre Sete de Setembro e Beco dos Barbeiros: belíssima gravura, datada de 1775, do acervo do Instituto Histórico e Geografico Brasileiro, mostrando o Trecho 2, com a tropa no Largo do Carmo (hoje Praça XV), dainte dos principais edifícios da Cidade: da esquerda para direita - parte do Convento do Carmo; o torreão com seu antigo alpendre que, por pequeno casario, se liga à Igreja da Ordem do Carmo; e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, ambas um pouco descaracterizadas, hoje, por sucessivas reformas. A Ifeega do Carmo, conforme se vê nesta imagem, não tem torre própria, em seu edifício, construída muitos anos depois, depois da derrubada do citado Torreão, por onde corre a rua Sete de Setembro. Na qesquina do Largo do carmo (hoje Praça XV), com a rua Direita (hoje Primeiro de Março), o velho casario que se estende até o Arco do Teles, onde funcionou dependências do Senado, e que pegou fogo no final do século XVIII.
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Edifícios do Trecho 02
Entre Assembléia e Sete de Setembro: vemos no quarteirão correspondente a este trecho, as seguintes construções: 1. o passadiço; 2. a Torre; 3. a passagem; 4. a Igreja do Carmo; 5. o corredor; 6. a Igreja da Ordem Terceira do Carmo; e 7. o Beco dos Barbeiros.
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1. passadiço de alvenaria, construído em 1856, comunicando o Convento do Carmo à Igreja de N.S. do Carmo - então Capela Imperial. Foi demolido em 1890. Desde esta época a rua Sete de Setembro passou a ter ligação com a Praça XV;
2. Torre sineira, atarracada, demolida no princípio do século XX.
3. a passagem de acesso, entre a torre sineira e a Igreja do Carmo, antiga Catedral do Rio de Janeiro, que permitia D. João transitar entre o Paço e a Catedral, sem ser vista pelo povo;
4. Igreja do Carmo - sobre a qual falarei quando me dedicar à Praça XV;
5. um estreiro corredor fechado com portões de ferro, que separa as duas igrejas, ligando a rua Primeiro de Março a rua do Carmo, onde termina com um arco de cantaria, encimado por um oratório, revestido de azulejos, dedicado a Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança;
6. Igreja da Ordem 3.ª de N.S. do Monte do Carmo - sobre a qual falarei quando me dedicar à Praça XV;
7. Beco dos Barbeiros - já descrito acima. Dá para o beco, pequena porta lateral, de pedra de lioz, de autoria do Mestre Valentim, de beleza incomparável, com o medalhão de Nossa Senhora.
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Beco dos Barbeiros
Porta lateral da Igreja de NS do Carmo. Desenho de Georges Wambach, reproduzido em Dom Casmurro (Natal de 1943)
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TRECHO 03
ENTRE O BECO DOS BARBEIROS e RUA DO OUVIDOR.
Beco dos Barbeiros: já descrito acima. Começa na Rua Primeiro de Março e termina na rua do Carmo.
Rua do Ouvidor: começa esta rua no canto da antiga Praça das Marinhas e termina no Largo de São Francisco de Paula. Aberta em fins do séc. XVI, inicialmente um caminho conhecido por Desvio do Mar. Pouco depois, chamou-se Aleixo Manuel, antigo proprietário e vereador do concelho da Cidade [1592]. Recebeu, depois, muitas denominações, entre elas: rua do Padre Pedro Homem da Costa, rua do Gadelha [meados do séc. XVII], e, de 1780 para cá, rua do Ouvidor por ir morar nela o Ouvidor Francisco Berquó da Silveira. Foi umas das principais ruas da Cidade.
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Planta do Trecho 03
Entre o Becos do Barbeiros e Rua do Ouvidor: vê-se no alto, do lado ímpar da rua, o antigo Boulevard Carceller, que corre defronte o casario que se estende entre os dois logradouros, numerados de 1 a 15. O lado par recebe a numeração de 2 a 22. Trecho comercial, com a linha de bonde correndo próxima ao lado par da rua.
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Gravura 1 do Trecho 03
Entre o Beco dos Barbeiros e Rua do Ouvidor: outra belíssima pintura, datada de 1827, feita por Victor Adam, segund os registros de Rugenda. Vê-se os dois trechos - 02 e 03, desde o Convento do Carmo até a rua do Ouvidor, no canro direito da imagem. Indiscritível beleza de cena do grande "burburinho" na principal rua da Cidade do Rio de Janeiro, a grande rival da rua do Ouvidor. Ainda não se vê o paisagismo da planta de 1874, que forma o Boulevard Carceller, que corre defronte ao casario que se estende entre o Beco dos Barbeiros e a rua do Ouvidor (Trecho 03), aqui datado de 1827.
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Gravura 2 do Trecho 03
Entre o Beco dos Barbeiros e Rua do Ouvidor: mais uma belíssima pintura, datada de 1870, feita por Greve, pouco antes da elaboração da Planta de 1874, onde já se pode admirar o paisagismo executado diante do mesmo casario que ainda se vê na referida Planta de 1874. Ai já podemos curtir o Boulevard Carceller.
Edifícios do Trecho 03 - Lado Ímpar
Entre o Beco dos Barbeiros e Rua do Ouvidor: vemos no quarteirão correspondente a este trecho, os prédios ímpares, numerados de 1 a 15. Nota-se que os prédios de esquina, com o beco e com a rua do Ouvidor, não possuem numerações, por pertencerem àqueles respectivos logradouros.
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A - 1 - 3 - 5 - 7 - 9 - 11 - 13 - 15 - B
A - Prédio de esquina da Rua Primeiro de Março com o Beco dos Barbeiros, numerado por este: - Casa 2, de propriedade do Barão da Lagôa, também proprietário na rua de São Clemente, em casa onde depois morou o Ministro Ruy Barbosa, hoje Fundação Casa de Ruy Barbosa.
1. Prédio número 1, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade da Ordem Terceira do Carmo - 1876.
3. Prédio número 3, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade de Ricardo Soares da Costa Guimarães e outros - 1876.
5 e 7. Prédios números 5 e 7, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade de Ercilia Farani e outros, e dos Religiosos do Carmo - 1876.
9. Prédio número 9, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade do Dr. José Tibúrcio do Carmo Noronha - 1876.
11. Prédio número 11, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade da Ordem Terceira da Penitência - 1876.
13. Prédio número 13, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade de d. Leopldina Luiza do Couto - 1876.
15. Prédio número 13, da rua Primeiro de Março, três sobrados de propriedade do Conde de Ipanema, José Antônio Moreira [1796-1879], no ano de 1876. O Conde foi pai do barão de Ipanema, fundador da Villa Ipanema, atual Bairro de Ipanema.
B - Prédio de esquina da Rua Primeiro de Março com a Rua do Ouvidor, numerado por esta: - Casa 25, da rua do Ouvidor, dois sobrados de propriedade de José Pereira da Cunha, que divide com os herdeiros de José Pedro Galvão - 1876.
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Edifícios do Trecho 03 - Lado Par
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Entre a Praça XV e Rua do Ouvidor: vemos no quarteirão correspondente a este trecho, os prédios pares, numerados de 2 a 22. Nota-se que os prédios de esquina, com a Praça XV e com a rua do Ouvidor, não possuem numerações, por pertencerem àqueles respectivos logradouros. Este quarteirão é maior que o do lado ímpar, por ter princípio na Praça XV.
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B - 22 - 20 - 18 - 16 - 14 - 12
B - Prédio de esquina da Rua Primeiro de Março com a Rua do Ouvidor, numerado por este: - Casa 23, um sobrado de propriedade de Joaquim da Fonseca Pereira - 1876.
22. Prédio número 22, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade dos Religiosos de São Bento - 1876.
20. Prédio número 20, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade de menores, sob a guarda da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
18. Prédio número 18, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
16. Prédio número 16, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
14. Prédio número 14, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade de Joaquim Antonio Pinheiro - 1876.
12. Prédio número 12, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
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10 - 8 - 6 - 4 - 2 - A
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10. Prédio número 10, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
8. Prédio número 8, da rua Primeiro de Março, dois sobrados de propriedade de Joaquim Soares da Costa Guimarães e outros - 1876.
6. Prédio número 6, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade de Elvira Nogueira Guimarães e outros - 1876.
4. Prédio número 4, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade de Manuel José Bessa - 1876.
2. Prédio número 2, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade do dr. Joaquim Manoel Gaspar de Almeida - 1876.
A. Prédio número 10, da rua Primeiro de Março, um sobrado de propriedade da Santa Casa de Misericórdia - 1876.
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TRECHO 04
ENTRE A RUA DO OUVIROR e RUA DO ROSÁRIO
Rua do Ouvidor: descrita acima. Começa esta rua no canto da antiga Praça das Marinhas e termina no Largo de São Francisco de Paula.
Rua do Rosário: começa esta rua na antiga Praça das Marinhas [hoje Av. Alfredo Agache], cruza a Avenida Rio Branco, e termina na Rua Uruguaiana [no antigo Largo do Rosário]. Uma das mais antigas ruas abertas em direção ao interior, o chamado campo da Cidade. Aberta antes de 1622. Chamou-se em outros tempos rua Mathias de Freitas, André Dias e Domingos Manoel - todos antigos moradores. A denominação atual, homenageia a Igreja do Rosário, construída no eixo final desta rua [1708-1736].
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Planta do Trecho 04
Entre a Rua do Ouvidor e a Rua do Rosário: vê-se abaixo, do lado par da rua, a Igreja da Cruz dos Militares, que não fez parte do nosso passeio, já que cruzamos a cidade pelas ruas internas. Há uma perna do bonde saindo da rua primeiro de Março, entrando na rua do Rosário, desce até o seu final e, defronte a Igreja do mesmo nome, dobra à direita, na rua Uruguaiana,e segue até o final deste, no Morro da Conceição, onde dobra à esquerda e segue em direção a hoje Central do Brasil.
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Foto 1 do Trecho 04
Entre a Rua do Ouvidor e a Rua do Rosário: nesta imagem podemos ver dois quarterões (trecho 3 e 4) do lado par da rua Primeiro de Março. O primeiro casario, representa o Trecho 3, descrito acima. A seguir, a Igreja da Cruz dos Militares, na esquina com a rua do Ouvidor. Mais adiante, a esquina da rua do Rosário. O prédio contíguo à Igreja, ainda no mesmo quarteiro (Trecho 4), abrigou o Tribunal Regional Eleitoral, entre outros. Do outro lado, ainda na outra esquina da rua do Rosário com a Primeiro de Março, o edifício construído para os Correios. ê-se o rodo dos bondes, próximo ao cruzamento da Ouvidor com Primeiro de Março, nesta foto de cerca de 1900, o que ainda não existia na Planta de 1874.
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Foto 1 do Trecho 04
Entre a Rua do Ouvidor e a Rua do Rosário: outra imagem do Trecho 4, do mesmo local da foto anterior, cerca de cinco anos depois, mostrando maiores detalhes deste trecho. Nesta imagem temos uma melhor visão do lado impar da rua.
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Moradores do Trecho 04 - Lado Ímpar
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Entre a Rua do Ouvidor e a Rua do Rosário: temos neste quarteirão os prédios numerados de 17 a 27, colado a este último, na esquina com a rua do Rosário, está um prédio que, em 1876, tinha o número 17 da Rua do Rosário, propriedade do Seminário de São José. Os moradores do lado ímpar, eram: José Júlio da Costa (17), José Antonio de Carvalho Monteiro (19), José Maria do Amaral (21), João Pereira Monteiro (23), Antonio José Seixas (25), e José Paulo Cordeiro (27).
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Entre a Rua do Ouvidor e a Rua do Rosário: temos neste quarteirão os prédios numerados de 24 a 30, sem contar com a Igreja da Cruz dos Militares, que não tem número, e fica na esquina com a Rua do Ouvidor. O prédio colado ao número 30, está numerado pela rua do Rosário, onde tinha, em 1876, o número 28. Os proprietários do lado par, eram: Irmandade da Cruz dos Militares (24), Manuel José Corrêa (26), Joaquim Ribeiro Lopes da Silva (28), e José de Araújo Coelho (30). Todos estes edifícios foram demolidos para a construção do edifício do Tribunal Regional Eleitoral.
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IGREJA DA SANTA CRUZ DOS MILITARES - Rua 1.º de Março, 36. Começou a ser construída em 1623, cpm a invocação de Santa Vera Cruz, no recinto do antigo forte de Santa Cruz, localizado à beira-mar, à margem da antiga Rua Direita, hoje Primeiro de Março. Serviu de Catedral do bispado, de 1734 a 1737, quando foi transferida para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. O edifício atual foi reconstruído em 1780, com risco do brigadeiro Sá e Faria, sendo sagrado em 1811. Tem nave única e capela-mor profunda, ladeada por corredores. Externamente, a frontaria da igreja, tôda compartimentada por pilastras e entablamentos, obedece ao partido tradicional da igreja de Jesus, de Roma. O corpo superior, mais estreito que o de baixo, é ladeado por volutas e coroado por frontão triangular. A porta principal da nave é enquadrada entre colunas jônicas encimadas por varanda sacada, corrspondente à janela do côro, e êste conjunto é ladeado, nos dois pisos, por nichos com estátuas de santos. A torre-sineira é de banda, aos fundos, à direita, de maneira bem intresante. Muitos dos trabalhos do interior do templo são de autoria do Mestre Valentim.
Igreja da Cruz dos Militares, esquina da rua primeiro de Março com Ouvidor, numa bela lito de 1856, feita por P. Bertichen. Ao fundo, a torre da Igreja da Lapa dos Mercadores, também na esquina da rua do Ouvidor, com a Travessa do Comércio, lugar que vamos passar depois de saírmos da Praça XV.
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PRÉDIO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL - Rua 1.º de Março, 42. Prédio construído para abrigar, inicialmente, o Banco do Brasil, segundo o plano do arquiteto Luís Schreiner, que esteve de viagem para a Europa, a fim de estudar as construções congêneres mais perfeitas para conceber este projeto. Para a sua construção, foram desocupados e demolidos nove imóveis nas Ruas Primeiro de Março e Rosário e na Travessa dos Mercadores. Somente em 1892, iniciaram-se as obras. Em sua época, era uma das mais imponentes edificações, com seu revestimento exterior, em mármore e granito, e com decorações internas de Bernardelli. Quase construído o prédio, foi ele transferido para o patrimônio nacional, e ocupado, então, pelo Supremo Tribunal Federal, que depois se transferiu para a Avenida Rio Branco, pela Caixa de Conversão, pela Caixa de Amortização e, hoje, pelo Tribunal Regional Eleitoral.
TRECHOS 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, e 15
ENTRE AS RUAS DO ROSÁRIO e DOM GERARDO
O histórico destes trechos segue na Parte II da Rua Primeiro de Maroc - in RIO SEM FRONTEIRA - 1.ª Excursão - Parte 5
Cau Barata