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Curiosidades Históricas - Efemérides de Agosto - Rio.

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Cau Barata

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1843

No dia 1.º de Agosto de 1843, foi emitido, no Rio de Janeiro, os primeiros selos do Correio Brasileiro, do valor de 30, 60 e 90 réis, conhecidos por olhos de boi, colocando o Brasil como o terceiro país no mundo a emitir selos.

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Um documento egípcio encontrado em 1888, recua a história dos selos, nas mais antigas dinastias. Foi encontrado nas ruínas da cidade de Amarna, umas pranchetas de barro com inscrições em hieróglifos que, segundo os estudiosos, eram por meio delas, que os egípcios levavam suas mensagens para os pontos distantes do país. Esse processo foi intensificado a partir da 19ª Dinastia. As cartas enviadas eram gravadas em baixo relevo, sobre ladrilhos de cerâmica. Mensageiros percorriam o império egípcio para entrega de correspondência, a pé, por estradas perigosas, sujeitos à sanha de salteadores. Depois dos egípcios, os persas adotaram o correio, utilizando mensageiros a cavalo, para a entrega da correspondência. Também os gregos, fenícios e cretenses tiveram seus serviços postais. O primeiro serviço de correspondência aérea foi dos fenícios e cretenses, que utilizavam pombos e andorinhas. Os historiadores, porém, apontam os chineses como os pioneiros das comunicações postais com serviços regulares de correio, por volta do ano 4000 A.C. [fonte: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Filatelia Olho de Boi] .

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À frente do Brasil, estão os ingleses e os suíços. Os primeiros. emitiram os seus primeiros selos, em Maio de 1840:

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Rowland Hill, funcionário do correio inglês, estabeleceu a adoção de padrões tarifários e critérios de avaliações uniformes para toda a nação. Foi Hill quem fez o esboço do primeiro selo postal para ser colocado aos envelopes. Desenhou nele o perfil da Rainha Vitória, encimado pela palavra "Postage", tendo abaixo o valor da taxa, "One Penny" (duzentos e quarenta avos da libra esterlina). Um artista londrino Henry Corbould encarregou-se de desenhar a estampilha, de cor preta. Na cor azul emitida simultaneamente, saiu a estampilha de dois "pence". Esses selos foram vendidos ao público inglês, a 1º de maio de 1840.

Os suíços emitiram seus selos no mesmo ano de 1843:

Depois da Inglaterra, o cantão suíço de Zurique em 1843, emitiu o primeiro selo de valor regional.

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Finalmente, o Brasil lançou o famoso "Olho de Boi", no dia 1º de agosto de 1843, foi emitido, o 3º selo do mundo, numa série de três valores: 30 réis, com tiragem de 856.617 exemplares; 60 réis, com tiragem de 1.335.865 exemplares; e 90 réis, com apenas 341.125 exemplares.

Estes primeiros selos, foram gravados em aço e impressos na "Casa da Moeda. - Papel médio espesso, branco amarelado. - Não picotados, nos valores:

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* 30 rs. preto.

* 60 rs. preto.

* 90 rs. preto.

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Na mesma data, são gravados em aço e impressos na "Casa da Moeda", uma segunda série em papel médio espesso, branco acinzentado, com os valores:

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* 30 rs. preto.

* 60 rs. preto.

*90 rs. preto.

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E, ainda na mesma ocasião, gravou-se e imprimiu-se, na Casa da Moeda, uma terceira série em papel médio espesso, branco amarelado, "Costeado" (Cotelé), nos mesmos valores:

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* 30 rs. preto.

* 60 rs. preto.

* 90 rs. preto.

Estes selos conhecidos pelo nome de "Olhos de boi", são bem gravados e nitidamente impressos, encontrando-se entretanto, exemplares cuja impressão apagada provem das chamadas gastas das últimas tiragens. O papel é originalmente branco, tornando-se amarelado ou acinzentado pela ação do tempo, etc.

As três primeiras chapas comportaram os três valores, 30. 60 e 90 réis, dispostos em três tiras horizontais de seis selos de cada valor, ou sejam 18 selos de cada valor num total de 54 selos. Mais tarde foram gravadas chapas de um só valor, duas de 30 réis, sendo uma de 60 selos, e duas outras de 60 réis também com 60 selos, sendo que estas últimas comportavam maior número de selos, os espaços entre eles eram menores.

Além das tonicidades variantes do preto, são encontros uma infinidade de pequenas variedades de retoques das chapas e particularidades nos desenhos, que serviu de guia para reconstituição das chapas pelo Colonel G. S. F. Napier de Londres.

Cabe registrar que existem falsificações grosseiras dos selos desta emissão, tão antigas quanto as originais.

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1844/1846

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Já que estamos falando de selos, da série Olho de Boi, não custa registrar que no ano seguinte, 1844, foram gravados em aço e impressos na Casa da Moeda, em papel fino, branco amarelado, não picotado, uma nova série conhecida por "Inclinados", onde os valores, que variam entre 10, 30, 50, 90, 180, 300 e 600 rs, estão estampados de forma inclinada. Nos mesmos valores foram gravados em papel fino, uma série branca acinzentada; e, no dia 1.º de Agosto de 1844, em papel médio espesso, branco amarelado, imprimiu-se uma terceira série, nos valores 30, 60 e 90 rs preto; e, logo depois, em papel médio, espesso, branco amarelado, Costeado (Cotelè), um selo no valor de 60 réis, preto.

Os Inclinados, são bem gravados, entretanto, são encontrados exemplares cuja impressão apagada é atribuída às chapas gastas das últimas tiragens. Os selos impressos em papel médio espesso, provêm das primeiras tiragens , cujo papel é idêntico ao empregado nos "Olhos de boi", sendo primitivamente branco, tornando-se amarelado ou acizentado pela ação do tempo.

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1850

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No ano de 1850, foram gravados em aço e impressos na Casa da Moeda, em papel fino, branco amarelado, não picotado, uma série com os valores de 10, 20, 30, 60, 90, 180, 300 e 600 réis, preto, conhecida por "Olhos de cabra", e foram impressos em chapas de 200 selos, em diferentes variedades de tons, desde o cinzento até ao preto intenso. Em 1910 foi feita uma reimpressão na Casa da Moeda de todos os valores, em papel cartonado branco, com exceção do valor de 90 réis, cuja chapa estava inutilizada.

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1854 -1861

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Finalmente, entre os anos de 1854 e 1861, foram gravados em aço e impressos na Casa da Moeda, em papel fino, branco amarelado, não picotado, uma nova série com os valores de 10 (azul claro), 30 (azul claro), 280 (vermelho) e 430 réis (amarelo), também conhecida por "Olhos de cabra", e foram impressos em chapas de 200 selos, também em diferentes variedades de tons, sendo o papel primitivamente branco, tornando-se amarelado ou acinzentado pela ação do tempo.

Consta que em 1884 e 1886, uma reimpressão clandestina do valor de 280 réis, foi feita na própria Casa da Moeda, com as chapas originais, em cor carmim, assemelhando-se em tudo ao original, e, que virtude de terem sido destruídas, são bastante escassas, valendo quase o preço do original. Nova reimpressão do mesmo valor, parece ter sido feita em 1900, cor também carmim porém em papel listrado (vergê).

Cau Barata

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