Carlos Tarakan
Curriculum
O BRASIL ESTEVE EM MINHA CASA
HÁ 129 ANOS ATRÁS
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BRASIL X CUBA
"O Brasil esteve em minha Casa" - frase que ouvi meu pai, C. P. Tarakan, dizer algumas vezes, quando criança, acompanhando-o em suas viagens, misto de trabalho e lazer, cruzando a região serrana, em direção ao norte-fluminense. Nestas longas cavalgadas, ouvia muitas histórias. Fazíamos muitas amizades, muitos conhecimentos, tanto em Cantagalo, Cordeiro, Carmo, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Santo Antônio de Pádua, São Fidelis e Campos.
Algumas vezes, quando em Nova Friburgo, desviávamos pela região de Lumiar - saudades do velho casario da colônia suíça, descíamos a serra, com pequena parada em Barra do Sana, para alimentar os animais. Em seguida, chegávamos a Casemiro de Abreu, e seguíamos em direção a Macaé; até atingirmos Campos.
"O Brasil esteve em minha Casa" - frase que sempre ouvi do meu pai. Até então, poderia entender, se dissesse: "O Brasil estava em meus pés" ; afinal, rodamos por quase todo este país, repito, em um misto de trabalho e lazer - e a cavalo.
Certa vez, quando pausávamos para uma longa prosa na secular Fazenda Mato de Pipa, em Quissamã, isto nos idos de 1930, quando eu já tinha meus 16 anos de idade, o velho Almeida Cunha, afamado e respeitado fazendeiro, oriundo de São Fidélis, e de tradicional família norte-fluminense, também ouvira meu pai "ditar sua ladainha": "O Brasil esteve em minha Casa".
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- Constantin ! Quando o Brasil esteve em sua Casa ???.Perguntou-lhe João José Carneiro de Almeida Cunha.
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Foi quando ouvi pela primeira vez o desvendar daquela frase. Estávamos, eu, meu pai, o anfitrião e sua amável esposa, Dona Evelina de Queirós Mattoso. O casal não tinha filhos. Parece-me que vieram a ter mais tarde, mas não o conheci.
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- João José ! Esta mesma frase ouvia meu pai dizer, sempre que saímos a cavalgar...
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De pronto, fiquei sabendo que tão curiosa frase, que desde menino acompanhava-me, também acompanhara a meu pai, e o autor de tal ladainha era meu saudoso avô, S.P. Tarakan.
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- Por volta de 1888 - continuando a narração de meu pai Constantin - quando tinha meus 10 anos de idade, tive satisfeita a curiosidade de saber a origem desta frase. Estávamos hospedados na Fazenda de Santo Inácio, na então Vila de São Francisco de Paula, quando o Comendador Trajano de Morais, proprietário da fazenda, perguntou a meu pai porque tanto se orgulhava em dizer: "O Brasil esteve em minha Casa".
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- Meu amigo Comendador, respondeu-lhe meu pai ...
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A diferença de idade entre os dois era de cerca de 6 anos. Meu avô, Serge Tarakan, nasceu em 1853, e o comendador Trajano de Morais, em 1859. Tinha meu avô vinte e cinco anos quando nasceu meu pai, isto em 1878. Assim fica esclarecida a minha árvore genealógica, assunto de domínio do Sr. Carlos Eduardo Barata, outro colaborador na HC GALLERY.
- Meu amigo Comendador, respondeu-lhe meu pai [Serge] . Em 1869, quando fiz 16 anos de idade, meu pai, N.P. Tarakan resolveu fazer-me uma grande festa. Nesta ocasião, meu pai alugava na Cidade do Rio de Janeiro, um pequeno palacete na Praça da Constituição, ainda me lembro o número: 13 - propriedade do Dr. Haddock Lobo.
- Somente, passados quase vinte anos depois do grande baile, diante dos acontecimentos ocorridos em princípios deste ano, quando vi muitos amigos em desespero, tirarem a própria vida por não terem como saldar suas dívidas, com o fim da escravidão, é que percebi que o Brasil havia estado em minha casa, no dia daquela festa.
- De que forma ?? Perguntou-lhe o Comendador Trajano de Morais.
- Ao refletir sobre os amigos que perdi, e perceber suas contribuições para o desenvolvimento do nosso país, fossem eles escravocratas ou não, lembrei-me que muitos deles, estiveram em minha festa e, os que sobreviveram a este impacto, hoje destacam-se na sociedade brasileira.
- Prezado amigo, se não for importuno de mais, quem foram estes amigos da adolescência, que em tua festa estiveram ?? Perguntou-lhe o Comendador Trajano de Morais.
- Confesso-lhe que a curiosidade me inquieta. Concluiu o Comendador Trajano de Morais.
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Cabe ressaltar que o Comendador Trajano de Morais, era um homem influente, além de abastado fazendeiro. Fora a Fazenda da Santa Inácia, onde estiveram hospedados meu avô Serge e meu bisavô Nicolas, tinha ainda as do Barro Alto e Retiro. Foi diretor da Companhia Agrícola de Paranapanema, proprietária das fazendas Areturana e Odetina, em São Simão, Estado de São Paulo. As três primeiras fazendas, ficavam localizadas no antigo município de São Sebastião do Alto, que por atenção aos relevantes serviços prestados pelo mesmo Comendador, teve o seu nome alterado, em 1891, pelo Governo do Estado, para Município de Trajano de Morais.
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- Meu ilustre amigo. Entre os quase cem amigos que estiveram naquele grande baile, que naquela noite iluminou a Praça da Constituição, mais do que o próprio Imperial Teatro de São Pedro de Alcântara, estavam: Alfredo Augusto Vieira Barcelos, Oscar Lamagniere Leal Galvão, Raymundo Frederico Hiappe da Costa Rubim, Roberto Jorge Haddock Lobo [filho do proprietário do sobrado que alugamos para a realização do baile], Matheus Herculano Monteiro Nogueira da Gama, Martinho Gomes Freire de Andrade, José Pereira Rebouças, José Paulo Nabuco de Araújo Freitas, João Conrado de Niemeyer, Ambrósio Leitão da Cunha, Carlos Fernandes Eiras, José de Aguiar Bôtto de Barros, José Joaquim da Gama Silva Malcher, José Lustosa da Cunha Paranaguá, Joaquim Inácio Amazonas d´Almeida, Christovao Ferreira França, Antônio Marques Baptista de Leão Júnior, Samuel Pertence, Luiz Carlos Moretzsohn, Luiz Mário de Sá Freire, Manuel Marcondes do Amaral, José de Siqueira Alvares Borgerth, Júlio Braz de Magalhães Calvet, José Nogueira Borges da Fonseca, Eugênio Marcondes Homem de Mello, Guilherme Frederico Victorio da Costa, Franklin Benjamin Pires Halfeld, Francisco Eulálio do Nascimento e Silva, João Ribeiro de Almeida Neto, João Lins de Vasconcellos Júnior, Joaquim Henrique de Andrade e Silva. Joaquim Francisco Ribeiro de Castro, Carlos Dias Delgado de Carvalho, Joaquim Lobo Leite Pereira, Joaquim José Torres Cotrim, Benjamin Constant de Oliveira Leitão, Júlio da Costa Lage, Alberto Gonçalves de Souza Portugal e Antônio Alexandre Fortes de Bustamante Sá, entre outros, irmãs de alguns e outras amigas convidadas. Representavam as melhores famílias espalhadas por todos os estados do Brasil. Percebo, somente hoje, a importância desta festa, em agrupar tantos jovens, na sua maioria com 16 e 17 anos de idade, agora homens e mulheres feitos.
- Isto é loucura !!! Exclamou o Comendador Trajano de Morais, com o ar duvidoso, porém com a intimidade que tinha com meu pai.
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Soube então, que meu pai e meu avô se recolheram, para no dia seguinte seguirem viagem. Desde este dia, meu avô Serge deixou de recitar aquela frase, e nunca dera maiores explicações a seu filho, Constantin que, a partir de então, apesar do descrédito do Comendador Trajano de Morais, tomou para si a obrigação de recitá-la em suas viagens. Talvez como forma de creditar a história contada por seu pai, aliviando-o do descréditos de outros.
Faleceu meu avô, faleceu meu pai e faleceu o Comendador Trajano de Morais. Até hoje, restava eu e uma história sem pé e sem cabeça.
Agora, somente resta a minha palavra, pois a história foi, finalmente desvendada, e esta fornecerá o nosso documento de hoje.
Há alguns anos, visitando a família Haddock Lobo, à qual meu avô, quando das suas incursões à Cidade do Rio de Janeiro, alugava o sobrado da antiga Praça da Constituição, hoje Praça Tiradentes, tive a surpresa de receber da matriarca, um embrulho.
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- Isto pertenceu a seu avô.
- Isto é loucura !!! Exclamei eu, pensando nas palavras do velho Comendador Trajano de Morais.
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Meu bisavô Nicolas Petrus Tarakan, quando da realização da festa de 16 anos que organizara para meu avô Constantin Pedro Tarakan - "O Brasil esteve em minha Casa" - tratou de registrar em um álbum comemorativo daquele acontecimento, AS ASSINATURAS DOS CONVIDADOS.
Hoje, passados quase 130 anos, registro para a CURIOSIDADE do mês, as assinaturas de alguns destes adolescentes de 1869 que, certamente, pintaram e bordaram na Festa da Praça da Constituição [hoje Tiradentes], provocando invejas aos que saíam de alguma ópera no antigo Imperial Teatro São Pedro de Alcântara, hoje Teatro João Caetano. Quiçá, o próprio Imperador.
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Alfredo Augusto Vieira Barcelos [clique aqui ] - 16 anos, carioca. Nasc. a 19.09.1853 e fal. A 03.07.1930. Republicano. 1.º Prefeito do Distrito Federal [Rio de Janeiro], na qualidade de Presidente do Conselho da Intendência Municipal [03.12.1892 a 19.12.1892].Vereador e Presidente da Câmara Municipal.
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Oscar Lamagniere Leal Galvão - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, maranhense. Escreveu os seguintes trabalhos: "Da Acção Physiologica da Guanina e a Drenalina Sobre o Isochronismo Cardiaco"; e "A Epidimia do Curucaua".
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Raymundo Frederico Hiappe da Costa Rubim - [clique aqui ]- descendente de Francisco Alberto Rubim, que serviu no Mediterrâneo e na Costa da África, em fins do século XVIII. Foi Governador do Espírito Santo [1812-1819].
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Roberto Jorge Haddock Lobo - [clique aqui ] carioca, filho do proprietário do sobrado que alugamos para a realização do baile. Sua família, guardou por muitos anos, este valioso álbum de assinaturas, dos participantes do baile de 1869, da hoje Praça Tiradentes.
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Matheus Herculano Monteiro Nogueira da Gama - [clique aqui ] - 15 anos de idade, mineiro. Batizado a 02.03. 1854, em Angustura, MG. Filho do Major Romualdo Batista Monteiro Nogueira da Gama e de Maria Custódia Monteiro Nogueira da Gama.
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Martinho Gomes Freire de Andrade - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, mineiro. Um dos últimos filhos do Barão de Itabira, Coronel Gomes Freire de Andrade e de Francisca de Sá e Castro.
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José Pereira Rebouças - [clique aqui ]- 13 anos [?], carioca. Nasc. A 17.07.1856, no Rio de Janeiro. Irmão mais novo do notável engenheiro André Pinto Rebouças, baiano de nascimento, e filhos de Antônio Pereira Rebouças e de Carolina Pinto. Estranho a idade do jovem Rebouças. Possivelmente estaria acompanhando um dos seus sete irmãos. Os mais velhos, são os engenheiros André e Antônio, naquele ocasião, residentes no Rio de Janeiro, com cerca de 30 anos de idade.
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José Paulo Nabuco de Araújo Freitas - [clique aqui ]- 15 anos, catarinense. Nasc. a 07.11.1854, em Florianópolis, e fal. A 29.07.1922, no Rio de Janeiro. Médico. Delegado de Polícia do Rio de Janeiro. Filho do Major Francisco José de Freitas e de Maria do Carmo de Figueirôa Contreiras Nabuco de Araújo.
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João Conrado de Niemeyer- [clique aqui ]- 17 anos, carioca. Nasc. a 10.06.1852, no Rio, e fal. a 12.09.1924, na Estação Moura Brasil, Estado do Rio de Janeiro, Fazendeiro. Filho de Joaquim Conrado de Niemeyer e de Anna Victória de Mendonça de Niemeyer.
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Ambrósio Leitão da Cunha - [clique aqui ]- 14 anos, paraense. Nasc. a 01.07.1855, em Belém, e fal. a 01.11.1921. no Rio de Janeiro. Moço Fidalgo da Casa de D. Pedro II, por Decreto Imperial de 14.07.1869 - ou seja, um pequenino fidalgo de 14 anos, no baile da Praça Tiradentes. Filho dos barões de Mamoré, Ambrósio Leitão da Cunha e Maria José da Gama e Silva. Foi acompanhado de seu primo, José Joaquim da Gama Silva Malcher, citado adiante.
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Carlos Fernandes Eiras - [clique aqui ] - cerca de 15 anos, carioca. Nasc. a 05.04.185*, no Rio, e fal. a 02.11.1937. Filho do Dr. Manuel Joaquim Fernandes Eiras, pernambucano, e de Francisca Rosa Fragoso, carioca.
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José de Aguiar Bôtto de Barros - [clique aqui ] -14 anos, sergipano. Nasc. a 04.10.1855, no engenho Aguiar, Município de São Cristóvão, Sergipe, e fal. a 11.09.1896, no engenho Pombinha, Município de Maruim, Sergipe. Em 1869, encontrava-se no Rio de Janeiro, provavelmente acompanhando a família em alguma viagem de lazer ou negócios. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife [1879]. Deputado Provincial. Delegado especial do Inspetor geral do Ensino Público na Corte do Rio de Janeiro.
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Oscar Nerval de Gouvêa - [clique aqui ] -14 anos, carioca. Nasc. a 15.09.1855, no Rio, onde fal. em 11.1916. Engenheiro e Doutor pela Escola Politécnica [RJ]; médico e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais [RJ-1893]. Fundador do Ginásio Brasileiro [1898].
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José Joaquim da Gama Silva Malcher - [clique aqui ] - 18 anos, paraense. Bat. A 06.11.1851, em Belém. Um dos mais velhos da festa. Sua presença, talvez, tenha ocorrido para acompanhar seu primo Ambrósio Leitão da Cunha, de 14 anos, citado acima. Filho do Coronel José Joaquim da Gama e Silva e de Laura Joaquina Ribeiro de Figueiredo. Seu apelido Malcher, homenageava sua avó paterna.
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José Lustosa da Cunha Paranaguá - [clique aqui ] - 14 anos, carioca. De família originária do Piauí. Nasc. a 28.06.1855, no Rio. Deputado, Presidente das Províncias do Amazonas [1882] e de Santa Catarina [1884]. Foi agraciado, pela Santa Igreja, com o título de Conde de Paranaguá. Filho do Marques de Paranaguá, Dr. João Lustosa da Cunha Paranaguá e de Maria Amanda Pinheiro de Vasconcelos.
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Joaquim Inácio Amazonas d´Almeida - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, paraense. Bacharel em Direito, pela Faculdade do Recife [1879]. Filho do Dr. Joaquim Inácio de Almeida e de Luiza Fernandes Villar Amazonas. Por parte de pai, era meio-irmão do grande jurista e parlamentar, Tito Franco de Almeida, que, infelizmente não honrou com sua presença no baile. Não consta a sua assinatura no livro de presença. Teria nesta ocasião, 40 anos de idade, pois é nascido em 1829.
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Christovão Ferreira França - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, baiano. Membro de importante família estabelecida na Bahia, procedente do português Joaquim Ferreira França, que deixou geração do seu cas., por volta de 1773, com Ana Inácia de Jesus, natural de Minas Gerais.
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Antônio Marques Baptista de Leão Júnior - [clique aqui ] - 15 anos, carioca. Nasc. a 20.02.1854. Filho do Conselheiro Antônio Marques Batista Leão e de Maria Carolina de Oliveira. O Largo dos Leões, no Humaitá, Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro, deve o seu nome a esta família, grande proprietária na região.
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Luiz Carlos Moretzsohn - [clique aqui ] - 16 anos, mineiro. Bat. Em Ouro Preto, Minas Gerais. Filho de David Moretzsohn, natural da Prússia, e de Maria Carolina.
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Luiz Mário de Sá Freire - [clique aqui ] - cerca de 17 anos, carioca. Filho do Tenente-Coronel José Tibúrcio de Sá Freire e de Maria Carolina de Oliveira. Seu filho, Milcíades Mário, nascido no ano seguinte ao baile, e que tive o prazer de conhecer, foi Prefeito do Distrito Federal.
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Manuel Marcondes do Amaral - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, paulista. Filho de João Batista Marcondes do Amaral e de Cândida Marcondes Ribas. Foi em companhia de seu primo, Eugênio Marcondes Homem de Mello, citado adiante.
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José de Siqueira Alvares Borgerth - [clique aqui ] - 13 anos, carioca. Nasc. a 23.07.1856, no Rio, onde fal. a 19.12.1928. Advogado. Procurador dos Feitos da Fazenda. Filho do Dr. José Alvares da Silva Pena e de Catarina Josefina Borgerth.
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José Nogueira Borges da Fonseca - [clique aqui ] - 19 anos, cearense. Nasc. a 15.08.1850, em Maranguape, onde fal. a 27.06.1881. Doutor em Medicina. Também fazia parte do grupo dos mais velhos. Provável amigo da família. Filho de Camilo Nogueira Borges da Fonseca e de Irene Pontes de Aguiar.
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Eugênio Marcondes Homem de Mello - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, paulista. Fal. a 08.12.1887, em Pindamonhangaba, SP. Filho do Capitão Domingos Marcondes Homem de Mello e de Maria Antônia Leite de Mello. Foi em companhia de seu primo, Manuel Marcondes do Amaral, citado acima. Foi Doutor em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro [1877].
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Guilherme Frederico Victorio da Costa - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, carioca. Filho do Conselheiro Adolfo Manuel Vitório da Costa Azevedo e de Delfina da Conceição Fonseca.
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Franklin Benjamin Pires Halfeld - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, mineiro. Tornou-se lavrador em São João da Serra, Minas Gerais. Filho de Fernando Feliciano Halfeld e de Ana Pires.
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Francisco Eulálio do Nascimento e Silva - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, carioca. Família de diplomatas. Foi pai do diplomata, Dr. Joaquim Eulálio do Nascimento e Silva, Ministro das Relações Exteriores, e avô dos diplomatas Leonardo Eulálio e Geraldo Eulálio, entre outros.
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João Ribeiro de Almeida Neto - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, fluminense. Importante família do Estado do Rio de Janeiro. Primo do importante arquiteto Oscar Niemeyer.
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João Lins de Vasconcellos Júnior - [clique aqui ] - cerca de 14 anos, alagoano. Filho de João Lins de Vasconcellos e de Maria Joaquina de Oliveira. Sua família também foi aparentada com os Niemeyer.
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Carlos Dias Delgado de Carvalho - [clique aqui ] - 15 anos, fluminense. Nasc. a 30.01.1854, São Domingos, Niterói, e fal. a 01.05.1915, Montreux, Suíça. Moço Fidalgo da Casa Imperial. Diplomata. Filho de José Dias Delgado de Carvalho e de Maria Carlota de Azevedo Torres.
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Joaquim Lobo Leite Pereira - [clique aqui ] - cerca de 16 anos, mineiro. Membro de importante família de Minas Gerais, procedente do Coronel João Lobo Leite Pereira, batizado a 14.02.1685, na freguesia de Santa Cruz, Vila de Santarém, Portugal.
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Joaquim José Torres Cotrim - [clique aqui ] - 16 anos, fluminense. Nasc. a 29.06.1853, em Saquarema, e fal. a 28.10.1918, em Bolonha, Itália. Filho de José Custódio Cotrim da Silva Júnior e de Joaquina Carolina de Azevedo Torres.
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Enfim: Rio de Janeiro, Maranhão Minas Gerais, Santa Catarina, Sergipe, Alagoas, São Paulo, Ceará, Pará, Bahia, etc. - "O Brasil esteve em minha Casa".
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Estado do Rio, 30.11.1998 - Carlos Tarakan
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