Carlos Tarakan
Curriculum


O TORREÃO MARQUES

NA HISTÓRIA DE UBÁ

. UM TORREÃO

 

Alguns leitores, considerando que não devia ter misturado os assuntos Cinema e Torreão, no artigo anterior, mesmo que ambos estivessem ligados ao mesmo grupo familiar, pediram-me maiores esclarecimentos, quanto ao Torreão de Ubá e, se possível, acompanhado da sua imagem.

 

Falei das minhas solitárias peregrinações pela Zona da Mata, e do meu primeiro contato com o Cinema, quando meu pai levou-me a Ponte Nova, em 1928. Nesta ocasião, o saudoso Comendador Agostinho Marques, ainda não era proprietário do Torreão de Ubá, porém, meu avô já o conhecia, quando lá esteve, aos 25 anos de idade, em 1878. Naquela ocasião, minha avó se encontrava em Barbacena, com a dádiva de Deus, na espera de meu pai, Constantin Pedro Tarakan, nascido naquele mesmo ano.

 

Vovô Tarakan dizia ter conhecido o famoso político Dr. José Cesário de Faria Alvim, o construtor desta edificação: O TORREÃO DE UBÁ - hoje, TORREÃO MARQUES.

 

Seu pai, meu bisavô Nicolau Petrus Tarakan, embora residente na antiga Província do Rio de Janeiro, tinha comércio em Guarapiranga e, sempre de olho no progresso da futura «Cidade Carinho», não perdeu a oportunidade de estar presente no ato de instalação da Câmara Municipal de Ubá, no ano de 1857. Talvez fosse daí o seu primeiro contato com as importantes famílias Januário Carneiro e Faria Alvim.

 

Aliás, mexendo um pouco no passado, estão ambas as famílias registradas na história da Cidade de Ubá.

 

No tempo em que meu bisavô, correndo os riscos que todos os carreiros e tropeiros corriam em suas jornadas por aqueles distantes paragens, as afazendadas famílias Januário Carneiro e Cesário Alvim, já despontavam no patriarcalismo da região. O velho arraial ainda encontrava-se em gestação, quando a Zona da Mata ultrapassou os limites da sua história local, para alcançar glória e o sucesso, quase que nacional, com a união daquelas duas grandes famílias.

Os sinos das igrejas locais ecoaram por toda a Minas Gerais, chegando aos confins dos berços das distantes famílias: os Melo Franco, no Serro; os Abreu Castelo Branco, em Mariana; os Abreu e Silva, em Catas Altas; os Rocha Vieira, no Inficionado; os Adjuto, em Paracatú; os Assis Figueiredo, em Ouro Preto; os Ayres Gomes Martins, no Engenho do Mato; os Barbosa Lage, em Juiz de Fora; os Barbosa da Silva, em Sabará; os Oliveira Belo, em Barbacena; os Bittencourt e Sá, no Serro; os Bicalho, em Ouro Preto; os Lana, em Ouro Preto e Cachoeira do Campo; os Leite Ribeiro, em São João d'El-Rei; os Leite Ribeiro de Almeida, em Aiuruoca; os Lobo Leite Ribeiro, em Ouro Preto; os Machado de Magalhães, em Sumidouro; os Machado Pena, em Sabará; os Maciel da Costa, em Congonhas do Campo; os Magalhães Pinto, em São João d'El-Rei; e os Monteiro de Barros, de Ouro Preto, entre muitas.

Estamos próximos do ano de 1836, quando juntaram-se pelos laços do sagrado matrimônio o Tenente-Coronel José Cesário de Faria Alvim, representante maior da família Faria Alvim, e a digníssima Senhora Teresa Januária Carneiro, filha do afamado Capitão-Mor Antônio Januário Carneiro. Esta importante união, fortalecendo, como já disse, o patriarcalismo rural nos arredores de Ubá, precede, em pouco, a criação do município de Presídio pela Lei Provincial n.º 134, com sede na freguesia de São João Batista do Presídio. Isto ocorreu em 1839, justamente no ano do nascimento, em Pinheiro, do Dr. José Cesário de Faria Alvim, filho daquele casal, e o fundador do Torreão de Ubá.

Enfim, naquele promissor ano de 1839 nasceu o Município de Presídio, nasceu o Dr. Cesário Alvim e marcava-se uma nova fase na história de Ubá, criando-se, alguns anos depois, o velho Torreão.

Em pouco tempo, na região pontilhavam as grandes propriedades. A paisagem local dava lugar às grandes fazendas de café, cujo produto, sem sombra de dúvidas, como aconteceu com outras muitas cidades brasileiras, foi o principal pilar da evolução urbano do velho arraial.

Finalmente, pela Lei n.º 209, de 7 de abril de 1841, o curato de São Januário do Ubá foi elevado ao status de Paróquia, desligando-se de São João Batista do Presídio. No mesmo ano, foi instituída canonicamente a Igreja de São Januário, nome que homenageia àquele importante grupo familiar, os Januários, que também são Carneiros.

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Imagem da antiga Igreja Matriz de São Januário do Ubá

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Por Lei n. 654, de 17 de junho de 1853, a sede do município do Presídio foi transferida para o Arraial de São Januário do Ubá.

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Lei n. 654 - De 17 de junho de 1853

Art. 1.º - Ficão transferidos:

§ 1.º - A sede da Villa do Presidio para o Arraial do São Januário do Ubá com a denominação de Villa de São Januário do Ubá. Esta transferência verificar-se-ha logo que haja casa sufficiente para as sessões do Jury, e Camara Municipal.

 

Enquanto isso, o jovem Cesário Alvim, com invejável sabedoria, estudante no Colégio do padre Roussin, estava prestes a cursar a Academia de Direito de São Paulo. Acabou por tornar-se admirável e importante político no cenário nacional.

Em 1857, Ubá alcançava sua autonomia, deixando o predicado de Vila para trás, para alcançar a honrosa categoria de Cidade de São Januário de Ubá, por Carta de Lei de 03.07.1857.

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Lei n. 806 - De 3 de julho de 1857

Carta de Lei que eleva à cathegoria de Cidade a Villa de São Januário do Ubá, com a denominação de Cidade do Ubá.

Art. 1.º - A Villa de São Januário do Ubá fica elevada à cathegoria de Cidade, com a denominação de Cidade do Ubá.

 

Há 142 anos, quando da instalação da nova Cidade de Ubá, lá esteve meu bisavô, Nicolau Petrus Tarakan, comerciante conceituado, que no comando do transporte de mercadorias pelo interior da Zona da Mata, ora como carreteiro, ora como tropeiro, cruzava Abre Campo, São Pedro dos Ferros, São Sebastião de Entre Rios [hoje Raul Soares], Ponte Nova e Caratinga. Por vezes, com destino a Rio Novo, um grande entreposto comercial da época, comandando meia centena de carros de bois, atravessava Santa Rita [hoje Viçosa], subia a perigosa trilha da serra de São Gonçalo, e cruzava o Presídio [hoje Visconde de Rio Branco], e Ubá, onde sempre permanecia por quase meia hora, para prosear com os comerciantes e políticos local.

 

Naquele ano de 1857, Nicolau Tarakan encontrava-se, de passagem, na Cidade de Ubá, onde presenciou ao ato de posse da Câmara Municipal. A Cidade prosperava à mercê do comércio do café. Já naquele tempo surgiram alguns poucos comissários de café. O maior deles, Dr. Cesário Alvim, estava distante, na Província de São Paulo, prestes a ingressar na Academia de Direito.

 

Enquanto isso, o café era sinônimo de dinheiro. Era o principal produto de exportação. Muitos fazendeiros possuíam suas próprias tropas e levavam, no lombo dos burros ou em carros de bois, sua produção para a praça do Rio de Janeiro. Porém, número ainda maior, eram os dos pequenos proprietários de lavouras de café que, impossibilitados de montarem seus próprios transportes, vendiam sua produção em Ubá.

 

Passados alguns anos, começava destacar-se como grande produtor de café na Praça de Ubá, o famoso político Dr. José Cesário de faria Alvim, ou, simplesmente, Dr. Cesário Alvim. Aí tem início a história do TORREÃO MARQUES.

 

Em 1858, ano seguinte ao da criação da Cidade de Ubá, faleceu o Tenente-Coronel. José Cesário de Faria Alvim. Seus filhos encontravam-se estabelecidos em São Paulo, onde estudavam direito. A viúva, d. Tereza Januário Carneiro, não intimidou-se com a solidão imposta a ela pelo Criador, e ao mesmo tempo que tocava os negócios da fazenda da família - a Liberdade - endividava-se para custear os estudos dos seus rebentos.

Em 1862, o jovem Doutor José Cesário de Faria Alvim formou-se pela Academia de Direito de São Paulo. Logo formado, logo inconformado. Na busca do lar materno, a fim de festejar seu triunfo junto à sua querida mãe, deparou-se com seu primeiro caso; pior, no fundo incluía-se entre as causas de sua primeira questão. Encontrou sua mãe endividada pelos estudos que financiara aos filhos, e prestes a perder sua propriedade, a Fazenda da Liberdade.

Liberdade tens, Liberdade terás. O prodígio filho, na defesa de sua mãe, diante de uma causa perdida contra o credor, o fazendeiro Coronel Francisco de Assis Martins de Castro, conseguiu um acordo: a dívida foi paga, porém, a Fazenda da Liberdade ficou desfalcada de 120 alqueires de terra.

Não se abatendo, passou para a Cidade de Ubá e, com o lucro da venda do café da Fazenda da Liberdade, deu início, em 1863, a construção de um complexo comercial e industrial, no qual destacavam sua casa senhorial, as máquinas de limpar café movidas a vapor, os engenhos de arroz, o engenho de Santa Tereza e o famoso TORREÃO.

Ergueu-se este complexo em local considerado, naqueles tempos, distante da Cidade, na outra margem do rio Ubá, defronte a um grande descampado. Não poderia ter sido melhor a escolha do local. Ponto estratégico, próximo as entradas e saídas da Cidade, e que ainda teve a vantagem - quem sabe por influência do astuto Dr. Cesário Alvim - de se beneficiar com a construção da Estação Ferroviária [Leopoldina Railway], defronte ao complexo industrial.

Daquele ano, de 1881, em diante, o descampado onde ergueu-se o complexo Cesário Alvim, passou a ser conhecido como Largo da Estação - hoje denominada Praça Guido Marlière. Naquele mesmo ano, o Imperador D. Pedro II esteve em Ubá e, entre os seus hospedeiros, estava o próprio Dr. Cesário Alvim, que ofereceu memorável banquete em sua Fazenda da Liberdade.

 

Qual a razão da construção do TORREÃO, dentro daquele complexo industrial ?

 

Diante do avultado capital rotativo nas transações comerciais de Cesário Alvim, era necessário construir um estabelecimento seguro para a guarda do dinheiro coletado - uma espécie de caixa-forte. Assim, resguardava-se de possíveis investidas dos assaltantes, em busca do vil metal sem o esforço do trabalho.

Bancos - nem pensar. A primeira Casa Bancária de Ubá, somente foi instalada em princípios do século XX, por José Teixeira Costa, na antiga rua do Brejo, hoje Rua São José.

Assim, pelos fins que teria este estabelecimento, uma espécie de banco particular, veio-lhe o espírito medieval das antigas fortificações, e mandou construir nas proximidades do seu complexo industrial, um grande TORREÃO, de forma octogonal, com grandes janelas em ogivas em todas as faces, de aparência gótica. Encimado por platibanda corrida. As janelas, são todas em tipo guilhotina, de cachilhos, com seis quadrados de vidro. [clique aqui]

A aparência neo-gótica, com janelas em ogivas, talvez a mais alta construção da época, o velho Dr. Cesário Alvim, do alto, sentado, quem sabe, sobre o repleto cofre de moedas de ouro e espécies, dominava toda a região de Ubá, com 360 graus de visão.

Qualquer suspeito, à distância, logo era avistado e, do alto do torreão, cujo difícil acesso se faz por íngreme e estreita escada circular, colada à parede, logo era dado o grito de alerta à guarda armada, que de prontidão ficava no andar térreo.

O estreitamento da escada e a dificuldade de vencê-la, parece ser proposital - primeiro: para impedir o acesso apressado dos maus intencionados; segundo: aos que alcançaram este objetivo furtivo, deparavam com a dificuldade de descer a estreita escada carregando sacos pesados de moedas de ouro.

Quiçá tivesse existido, naquela ocasião, algum mecanismo com roldanas funcionando dentro do velho Torreão, para, em caçambas descer a cobiça do homem.

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A Cidade cresceu, modernizou-se, e dos seus antigos bens históricos, poucos sobreviveram. Até mesma, a Igreja Matriz de São Januário, que teve a honra de receber o Imperador em 1881, teve tal tratamento ignorante do progresso, e posta abaixo para dar lugar a um galpão. Hoje, no limiar do ano 2000, encontra-se em reformas, na busca quase impossível de adquirir uma nova roupagem de acordo com os bons preceitos da estética.

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No entanto, graças aos seus poucos e sensíveis proprietários, ainda sobrevive o velho TORREÃO, brilhantemente restaurado pela família Marques.

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No princípio deste século, uma dor profunda caiu sobre os cidadões ubaenses que, vestidos do mais profundo manto negro da solidão, tiveram a desventura de assistir uma de suas últimas quimeras: o velho José Cesário de Faria Alvim, morreu. 1903.

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Dr. José Cesário de Faria Alvim [07.07.1839 - 1903] - Bacharel em Direito [SP-1862]. Chefe do Partido Liberal de Minas Gerais. Deputado Provincial [1864 e 1866]. Deputado à Assembléia Geral Legislativa [1867/68, 1880/81, 1887/88 e 1889]. Presidente da Província do Rio de Janeiro [1884]. Presidente da Província de Minas Gerais [1889/92]. Senador Constituinte [1890]. Primeiro Presidente Constitucional da Província de Minas Gerais [1891/92]. Prefeito do Distrito Federal - então Rio de Janeiro [1889-1900].

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Talvez uma rápida leitura em seu inventário nos possibilitasse descobrir que paradeiro houvera dado ao seu posto de observação, ao seu banco particular, enfim, ao seu TORREÃO.

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Passados alguns anos, não muitos, o velho Torreão, alquebrado pelo tempo, estava em mãos da família Rocha Ferreira, mais precisamente, do Sr. Silvério da Rocha Ferreira e sua mulher, que o vendeu, ainda no princípio do século ao seu irmão, Sr. Octaviano da Rocha Ferreira e mulher. Este último, por escritura de 02.10.1912, lavrada no Cartório de Registro de Títulos e Documentos da Comarca de Ubá, vendeu o Torreão, acompanhado de outras mais benfeitorias, compondo todo um quarteirão à Praça Guido Marlière, ao comerciante Antônio César dos Santos, cidadão prestimoso, muito benquisto na Cidade onde deixou largo círculo de amizade.

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Dr. Antônio César dos Santos, era grande proprietário na Cidade de Ubá, dedicando-se a indústria e ao comércio. Pertencia a tradicional e influente família. Era irmão de Francisco Augusto dos Santos, escrivão da Comarca de Ubá. Primo e outro Francisco Augusto dos Santos, Major, tabelião do 2.º Ofício. Sua esposa, Carolina Queiroz, de quem meu avô falou-me algumas vezes, era de antiga família da Zona da Mata, mais conhecida por D. Calusinha. Foi formidável matriarca, mãe de seis filhos que preferiram assinar César, como sobrenome, abandonando-se o Queiroz.

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O prestimoso cidadão, em fins de 1948 - época em que eu mesmo já circulava pela Zona da Mata, na busca de bons filmes exibidos pelo Grupo Cine Brasil - já em avançada idade, foi abatido pelo cansaço da vida, e adoeceu. Procurando estabelecer-se, seguindo o conselho de uns e, querendo aproximar-se de sua família, então residente na Cidade do Rio de Janeiro, acabou por abandonar a Cidade Carinho. Assim, por escritura de 28.12.19148, lavrada no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Ubá [3.º Ofício], desfez-se dos seus bens, vendendo o TORREÃO para o comerciante José dos Santos e sua esposa, d. Eury Micherif.

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Dr. César dos Santos, liquidados seus negócios, retirou-se para o Rio de Janeiro, onde veio a falecer três meses depois, a 09.03.1949, sendo sepultado no Cemitério de São João batista.

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O novo proprietário do antigo TORREÃO, o comerciante José dos Santos, quando o adquiriu, havia acordado um contrato de cavaleiros, com o negociante Agostinho Marques, que adiantou parte do capital para efetuar-se àquela transação de 1948. Isto explica o fato de que, já naquele ano de 1948, passou a funcionar naquele quarteirão mais um Cinema, do grupo Circuito Cinemas Brasil Ltda.

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Assim, por escritura de 31.12.1951, lavrada no mesmo Cartório do 3.º Ofício, foi vendida [repassado] a parte daquela aquisição, incluso o TORREÃO, ao Circuito de Cinemas Brasil, de propriedade do Sr. Agostinho Marques e Filhos, representado, no ato, pelo sócio gerente Agostinho Marques e pelo sócio Joaquim de Araújo Porto. A referida escritura assim descreve o terreno:

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«... um prédio, onde funciona o Cinema Brasil, com uma porta de aço, duas de madeira, uma marquise de cimento armado, um TORREÃO, uma casinha assoalhada, coberta de telhas, um escritório com duas janelas e uma porta de frente e demais benfeitorias existentes nos fundos do dito prédio e seu respectivo terreno ...»

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Passados alguns anos, o Grupo Cine Brasil, acabou. Os Marques espalharam-se e expandiram-se em outros ramos. Em 29.09.1994, transferiu-se a propriedade daquele imóvel para Marques Guadalupe Empreendimentos e Comércio Ltda., de propriedade de Dr. Renato Braccini Marques e sua mulher, conforme Registro no Cartório de Registro de Títulos e Documentos de Ubá.

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Quanto ao velho Torreão, conforme já foi mencionado no artigo anterior, trocou sua antiga função de caixa-forte por outra mais nobre. De Banco à CULTURA. Abriga hoje, parte da fabulosa e encantadora coleção de arte primitiva e naif, propriedade do Dr. Renato Marques, filho do saudoso amigo, o Comendador Agostinho Marques.

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Repetindo o artigo anterior:

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O TORREÃO – Centro econômico – há 136 anos atrás

O TORREÃO – Centro cinematográfico – há 51 anos atrás

O TORREÃO – Centro de cultura e arte – há 2 meses atrás [clique aqui ].

 

Por Carlos Tarakan.