Carlos Eduardo de Almeida Barata
Curriculum


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DICCIONÁRIO ARISTOCRÁTICO

AUGUSTO ROMANO SANCHES DE BAENA

(Carlos Eduardo de Almeida Barata)

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Rio de Janeiro, 01.10.2001 - 12:48

 

Ilustres pesquisadores, este novo tópico que estou abrindo, não é de minha autoria, e sim do grande estudioso português, Augusto Romano Sanches de Baena Farinha, conhecido de muitos, pelo seu magnífico Archivo Heraldico-Genealogico, impresso em Lisboa, no ano de 1872, em dois volumes.

Ocorre, que tenho visto o desconhecimentos de alguns pesquisadores, da publicação deste raro trabalho - DICCIONARIO ARISTOCRATICO - impresso em Lisboa, no ano de 1867, pelo mesmo autor. Tanto no Brasil, quanto em Portugal, além de ser obra pouco conhecida, é muito rara de ser encontrada.

Assim, como ferramenta de Pesquisa para nós estudiosos no campo de genealogia, achei que seria interessante trazer cópia fiel deste importantíssimo trabalho, da lavra de Sanches Baena.

Carlos Barata

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O título:

DICCIONARIO ARISTOCRATICO / QUE CONTEM / TODOS OS ALVARÁS DE FOROS DE FIDALGOS DA CASA REAL, / MEDICOS, REPOSTEIROS / E PORTEIROS DA REAL CAMARA, TITULOS E CARTAS / DO CONSELHO;

FIEL EXTRACTO DOS LIVROS DO REGISTRO DAS MERCES / EXISTENTES / NO ARCHIVO PUBLIC0 DO RIO DE JANEIRO;

DESDE 1808 ATÉ SEPTEMBRO DE 1822

OFERECIDO AO AMIGO

INNOCENCIO FRANCISCO DA SILVA

POR A. R. S. B. F.

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Lisboa - Typ. do Panorama - 112 Rua do Arco do Bandeira 112 - MDCCCLXVIII [1867].

(Introdução - pág. I):

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Amigo e Sr. Innocencio Francisco da Silva

Tomo a liberdade de offerecer a v. a presente copia extrahida com toda a exactidão dos livros originaes das mercês feitas pelo principe regente, depois rei D. João VI, durante o periodo em que a corte portugueza permaneceu no Brasil: livros que actualmente se guardam no Archivo Publico do Rio de Janeiro.

Amigo como é de tudo quanto pode interessar por qualquer modo às lettras patrias, e servir á justa curiosidade publica, v. nao deixará de acceitar com a sua usual benevolencia esta pequena demonstração de estima do seu

Amigo e obrigadissimo criado

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Sanches de Baena farinha.

(Prólogo - pág. II):

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A QUEM LER

A falta que desde muito tempo tem sido notada por vários escriptores, de não haver notícia exacta de todos os despachos de graças e mercês honoríficas, conferidos pelo senhor D. João VI durante o periodo de treze annos em que residiu a corte portugueza no Rio de Janeiro, é preenchida neste meu pequeno trabalho.

Fiz quanto estava ao meu alcance para que a presente copia, fielmente extrahida dos livros originaes a que se reporta, sahisse completa e exacta. Cuido havel-o conseguido, e muito aprazimento terei se assim o julgarem os entendidos nesta materia.

(pág. 1)

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A

1. AFFONSO ANTONIO XAVIER PRAGANA. Reposteiro da Camara do Numero, por Alvará de 4 de Abril de 1821.

Livro 65.º fol. 58.

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2. AGOSTINHO ANTONIO DE FARIA. Marechal de Campo. Fidalgo Cavaleiro, por Alvará de 20 de Julho de 1820.

Livro 59.º fol. 54.

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3. AGOSTINHO CIMBRON BORGES, natural da ilha de S. Miguel, filho de Antonio Cimbron Borges de Sousa. Fidalgo Cavaleiro. O mesmo fôro, por Alvará de 6 de Março de 1813.

Livro 24.º fol. 45 verso.

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Nota - Carlos Barata: o mesmo foro, significa o mesmo foro que detem seu pai, de Fidalgo Cavaleiro.

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4. AGOSTINHO LUIZ DA FONSECA. Tenente General dos Exércitos. Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 04 de Abril de 1821.

Livro 65.º fol. 37.

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5. AGOSTINHO PINTO DE MIRANDA, natural do Porto, filho de Manuel Pinto de Miranda. Reposteiro da Camara do Número, por Alvará de 11 de Junho de 1811.

Livro 17.º fol. 17.

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Continuação - (pág. 2)

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6. ALBINO FLORENCIO DE BRITO, natural d'esta corte do Rio de Janeiro, filho de Francisco de Paula. Reposteiro da Camara do Numero, por Alvará de 7 de Maio de 1817.

Livro 39.º fol. 94 verso.

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7. ALBINO DOS SANTOS PEREIRA. Porteiro da Camara de cavallo do Numero, por Alvará de 10 de Outubro de 1817.

Livro 42.º fol. 45.

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8. ALEXANDRE ALBERTO DE SERPA PINTO DA COSTA, Coronel do regimento de Milícias de Penafiel, filho de Antonio de Serpa Pinto, Fidalgo Cavaleiro. O mesmo fôro, por Alvará de 13 de Outubro de 1815.

Livro 32.º fol. 218 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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9. ALEXANDRE ELOY PORTELLI, Marechal de Campo dos Exércitos. Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 1.º de Fevereiro de 1813.

Livro 26.º fol. 186.

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Nota - Cau Barata: Tenente-general Alexandre Elói Portelli, nasc. em 1767, em Lisboa, Portugal, e fal. a 21.02.1838, no Rio de Janeiro, RJ.

Veio para o Brasil em 19.02.1781 [segunda feira], na fragata de Sua Majestade, o S. J. Baptista, no posto de Capitão Engenheiro.Sargento-Mor de Infantaria [Dec. de 16.01.1790]. Coronel do Real Corpo de Engenheiros [Dec. de 03.01.1800]. Brigadeiro de Infantaria [13.05.1808]. Marechal Graduado [13.05.1811]. Marechal Efetivo [13.05.1813]. Vogal do Conselho Supremo Militar [17.12.1814]. Conselheiro de Guerra [13.05.1818]. Marechal de Campo [13.05.1818]. Tenente-General graduado [06.02.1818]. Tenente-General efetivo [24.04.1821]. Fidalgo Cavaleiro [Alvará de 01.02.1813 - citado acima, Livro das Mercês, n.º 26, fl. 186]. Conselheiro da Casa Real [Alvará de 14.04.1821 - citado a seguir - Livro das Mercês, n.º 65, fl. 106].

Deixou geração do seu cas., com Joaquina Marques de Souza [c.1780-], filha do Tenente-general Manuel Marques de Souza e de Joaquina de Azevedo Lima (Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno -Tomo I., vol. II). .

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10. ALEXANDRE ELOY PORTELLI, Tenente General dos Exércitos. Conselheiro de Guerra. Título do Conselho, por Carta de 14 de Abril de 1821.

Livro 65.º fol. 106.

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11. ALEXANDRE JOSÉ CORADO DE FIGUEIREDO E ALBUQUERQUE (1.º), natural da cidade de Aveiro, filho legítimo de Antonio José Corado, Fidalgo da minha Casa. Cavalleiro Fidalgo, e Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 03 de Abril de 1800.

Livro 1.º fol. 136 verso.

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12. ALEXANDRE JOSÉ PICALUGA. Título do Conselho, por Carta de 12 de Dezembro de 1808.

Livro 1.º fol. 163.

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(pág. 2 / pág. 3)

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13. ALEXANDRE MANUEL MARQUES PORTELLI, filho de Alexandre Eloy Portelli, Fidalgo Cavalleiro. O mesmo fôro, por Alvará de 1.º de Abril de 1814.

Livro 27.º fol. 39 verso.

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Nota- Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro. Alexandre Manuel Marques Portelli, aqui registrado

Alexandre Manuel Marques Portelli, aqui registrado com esta mercê do foro de Fidalgo Cavaleiro [Alv. 01.04.1814. Livro das Mercês, n.º 27, fl. 36v.], era filho do Tenente-general Alexandre Elói Portelli [1767-1838] e de Joaquina Marques de Souza [c.1780-] - citados acima

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(página 3)

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14. ALVARO DA FONSECA COUTINHO, filho de Luiz Freire da Fonseca Coutinho, Desembargador do Paço e Fidalgo Cavalleiro.

Moço Fidalgo, por Alvará de 15 de Julho de 1819.

Livro 52.º fol. 37.

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15. AMARO VELHO DA SILVA

Título do Conselho, por Carta de 22 de Agosto de 1812.

Livro 22.º fol. 33 verso.

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Nota - Cau Barata: Amaro Velho da Silva, nasc. a 16.05.1780, no Rio de Janeiro, RJ, e fal. a 25.04.1845. Abastado negociante e capitalista. Tenente-coronel de milícias. Foi visconde com as honras de grandeza de Macaé. Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, Volume II, verbete Velho da Silva.

Amaro Velho da Silva, abastado negociante e capitalista. Tenente-coronel de milícias. Foi vereador à Câmara do Rio de Janeiro, Veador da Imperatriz. Foi agraciado, sucessivamente, com os títulos do Conselho [Carta de 22.08.1812. Livro das Mercês, n.º 22, fl. 33v], de barão de Macaé [Dec. 12.10.1826], de visconde de Macaé [Dec. 18.10.1829] e de visconde com as honras de grandeza de Macaé [Dec. 18.10.1839]. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas - datada de 08.01.1813: um escudo partido em pala; na primeira pala, as armas da família Silva - em campo de prata, com um leão de púrpura, rompente, armado de azul; na segunda pala, as armas da família Velho - em campo vermelho, com cinco vieiras xadrezadas de ouro e preto, postas em santor. Diferença: uma brica azul com uma estrela de prata.

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16. ANDRÉ HECHEL

Reposteiro da Camara do Número, por Alvará de 15 de Novembro de 1820.

Livro 64.º fol. 7 verso.

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17. ANDRÉ DE MORAES TEIXEIRA DE QUEIROZ, filho de José de Queiroz Botelho de Almeida Vasconcellos, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 16 de Junho de 1820.

Livro 56.º fol. 179 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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18. ANNA FRACISCA MACIEL DA COSTA (D.) , viúva do Coronel Braz Carneiro Leão, Fidalgo da Casa Real.

Baroneza de S. Salvador dos Campos, por Carta de 19 de Dezembro de 1812.

Livro 21.º fol. 179.

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Nota - Cau Barata: Ana Francisca Maciel da Costa, nasc. a 26.02.1757, no Rio de Janeiro, RJ, onde fal. a 12.06.1832.

Foi matriarca da família Carneiro Leão, do Rio de Janeiro, por seu cas., a 20.09.1772, no Rio de Janeiro, com o Coronel Braz Carneiro Leão, Fidalgo da Casa Real, membro da importante família Carneiro Leão. Depois de viúva, foi agraciada com o título de baronesa de S. Salvador dos Campos. Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, Volume I, verbete Carneiro Leão; e Volume II, verbete Maciel da Costa.

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19. ANSELMO JOSÉ BRAAMCAMP DE ALMEIDA CASTELLO BRANCO, natural de Lisboa, filho de Geraldo Wenceslau Braamcamp, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 1.º de Abril de 1814.

Livro 27.º fol. 44.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

Coronel Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco, coronel de milícias. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real [01.04.1814]. Ministro de Estado Honorário. Comendador dos Moinhos de Soure na Ordem de Cristo. Deputado da Nação em várias legislaturas. Foi avô materno do magnífico escritor, historiador, literato, paleógrafo, genealogista, heraldista, etc., Anselmo Braamcamp Freire, que nos legou, entre outras obras, Brasões da sala de Sintra. Era descendente de cariocas.

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20. ANSELMO DA SILVA FRANCO, natural de Lisboa, filho de Manuel da Silva Franco, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 7 de Março de 1817.

Livro 40.º fol. 55.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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(página 4)

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21. ANTONIA MARIA DE JESUS VILLAS-BOAS (D) , filha de Joaquim Filippe Martins Villas-Boas, e sobrinha de D. Fr. Manuel do Cenaculo Villas Boas.

Foro de Fidalgo Cavaleiro à pessoa com quem ella houver de casar, sendo capaz e digna da referida graça, por Alvará de 24 de Outubro de 1810.

Livro 12.º fol. 179 verso.

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22. ANTONIO DE ALBUQUERQUE E MELLO, natural da cidade de Viseu, filho de Manoel Caetano de Albuquerque e Mello, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 17 de Outubro de 1813.

Livro 26.º fol. 165.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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23. ANTONIO DE ALMEIDA (D) , Veador da Princeza tia.

Conde de Avintes, por Carta de 29 de Julho de 1815.

Livro 32.º fol. 159

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Nota - Cau Barata: Dos primeiros condes de Abrantes foi também filho D. Diogo Fernandes de Almeida, prior do Crato, que entre outros filhos bastardos teve D. Lopo de Almeida, de quem descendem a Casa de Avintes (e Lavradio) e de Assumar (depois de Alorna).

A Casa de Avintes, teve princípio em D. Luiz de Almeida Portugal, nascido em Portugal. Senhor da Casa de seu pai, ou seja, o Concelho de Avintes. Foi agraciado, por Carta passada a 17 de Fevereiro de 1664, pelo Rei D. Afonso VI, com o título de 1.º CONDE DE AVINTES - segundo Registro no Livro 26, fls. 211, da Chancelaria do dito Rei. Último Governador e Capitão General de Tanger, e com o mesmo posto passou a Governar o Reino do Algarve, em 1664.

AVINTES, he hum Conselho na Província do Minho, duas legoas da Cidade do Porto, de que El-Rey D. Afonso VI. fez conde no anno de 1664, por carta de 17 de Fevereiro do dito anno a D. Luiz de Almeyda, Senhor deste lugar, a qual está no liv. 26, fol. 211 da Chancelaria do dito Rey [D. Antônio Caetano de Souza, «Memória Históricas e Genealógicas dos Grandes de Portugal», Lisboa, 1755, pág. 325].

Entre os descendentes do conde de Avintes, com atuação no Brasil, registra-se o neto, D. Lourenço de Almeida, nascido por volta de 1680, em Portugal e falecido, no Sábado, a 17 de Outubro de 1750, em Lisboa. Veador da Rainha. Membro do Conselho de Sua Majestade. Comendador de Borba Gondim, na Ordem de Cristo. Serviu na Índia, onde foi Capitão de Mar e Guerra. Fiscal da Armada e Capitão-Mor da Armada do Norte. Voltando a Portugal, foi nomeado Governador da Capitania de Pernambuco, no Brasil, e depois Governador e Capitão General da Província das Minas Gerais.

Cabe registrar D. Antônio de Almeida Portugal Soares de Alarcão, nascido a 11 de Fevereiro de 1794 e falecido a 15 de Setembro de 1874, 7.º conde de Avintes e 5.º marquês do Lavradio. Do seu cas., em 13.02.1814, com sua prima Maria Rosa de Menezes da Silveira e Castro [1798-1879], tiveram filhos nascidos no Rio de Janeiro. Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, Volume I, verbete Almeida Portugal.

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24. ANTONIO DE ALMEIDA MORAES PEÇANHA, filho de Antonio de Ameida Moraes Peçanha, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 23 de Junho de 1820.

Livro 58.º fol. 56 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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25. ANTONIO DE ALMEIDA PORTUGAL E LANCASTRE (D) , Marquez do Lavradio.

Tratamento de Marquez Parente, por Carta de 1.º de Junho de 1810.

Livro 10.º fol. 121 verso.

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Nota - Cau Barata: Parece estar se referindo ao 5.º Marquês, D. Antônio de Almeida Portugal Soares de Alarcão, nascido a 11 de Fevereiro de 1794 e falecido a 15 de Setembro de 1874, 7.º conde de Avintes e 5.º marquês do Lavradio - citado acima.

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26. ANTONIO DE ARAÚJO DE AZEVEDO, Conselheiro d'Estado, Grão-Cruz da Ordem de Christo.

Barão da Barca, em sua vida, por Carta de 20 de Dezembro de 1815.

Livro 34.º fol. 114.

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Nota - Cau Barata: Albano da Silveira Pinto, em Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal, não cita este titular.

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27. ANTONIO BARBOSA PEREIRA, filho de João Barbosa Vieira, e neto de Francisco Barbosa.

Fidalgo Cavaleiro, por Alvará de 25 de Agosto de 1819.

Livro 56.º fol. 182 verso.

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(páginas 5/6)

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28. ANTONIO DE BARROS VASCONCELLOS, natural da cidade do Maranhão, filho de Filippe de Barros Vasconcellos, Moço Fidalgo.

O mesmo foro, por Alvará de 28 de Novembro de 1811.

Livro 19.º fol. 72 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Moço Fidalgo.

Seu pai era o Almirante Filipe de Barros e Vasconcellos, Moço Fidalgo da Casa Real. Chefe de Esquadra Portuguesa. Inspetor dos Serviços da Marinha, no Maranhão. Fez parte da Junta Governativa criada pela Corte portuguesa pelos decretos de 29 de setembro e 1 de Outubro de 1821.

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29. ANTONIO CAETANO PEREIRA, natural de Santarém, patriarcado de Lisboa, filho de Manoel Caetano Pereira.

Fidalgo Cavaleiro, por Alvará de 5 de Abril de 1809.

Livro 2.º fol. 124.

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Nota - Cau Barata: refere-se ao Coronel Antônio Caetano Pinto Coelho da Cunha, nat. da Freg. de S. João Batista do Morro-Grande, Vila Nova da Rainha do Caiaté, Sabará, MG.

Teve mercê do Hábito da Ordem de Cristo [1805] e Moço Fidalgo [Alv. 27.10.1808]. Com geração do seu primeiro casamento, com Mariana Olinta. Casado, segundo, com Júlia Amália de Araújo.

Irmão do barão com honras de grandeza de Cocais.

Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, Volume II, verbete Pinto Coelho da Cunha.

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31. ANTONIO DO CANTO DE QUEVEDO CASTRO MASCARENHAS. Em atenção a suas tias, D. Henriqueta Júlia Gabriela de Quevedo Eça e D. Mariana Ignacia de Andrade.

Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 3 de Maio de 1810.

Livro 7.º fol. 160.

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32. ANTONIO CARNEIRO DA COSTA, natural de Lisboa, filho de José Carneiro da Costa.

Cirurgião do número, por Alvará de 14 de Dezembro de 1808.

Livro 1.º fol. 182.

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33. ANTONIO CARNEIRO DA COSTA, Cirurgião honorário da Real Camara,

Cavaleiro Fidalgo, por Alvará de 25 de Junho de 1819.

Livro 51.º fol. 17.

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34. ANTONIO DE CASTRO CORREA DE LACERDA FIGUEIRA DE AZEVEDO, filho de José de Castro Corrêa de Lacerda Figueira de Azevedo, Moço Fidalgo.

O mesmo foro, por Alvará de 11 de Agosto de 1815.

Livro 33.º fol. 160.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Moço Fidalgo.

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(folha 5/6)

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35. ANTONIO CESÁRIO DE SOUZA DA GUERRA QUARESMA, natural de Leiria, filho de Bernardo José de Souza da Guerra, Conselheiro da Fazenda e Fidalgo Cavalleiro.

Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 20 de Dezembro de 1811.

Livro 19.º fol. 73.

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(folha 6)

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36. ANTONIO CORREA DE AMORIM E CASTRO (D.or), Deputado honorário da Meza da Consciencia.

Título do Concelho, por Carta de 3 de Dezembro de 1813.

Livro 26.º fol. 148 verso.

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37. ANTONIO CORREA DE AMORIM E CASTRO, Conselheiro da Fazenda.

Fidalgo Cavalleiro, por Alvar.a de 9 de Janeiro de 1815.

Livro 30.º fol. 137 verso.

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38. ANTONIO CORREA PICANÇO DE FARIA, filho legítimo do Desembargador Antonio Corrêa Picanço, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 18 de Abril de 1821.

Livro 65.º fol. 170 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

Trata-se de Antônio Correia Picanço de Faria, nasc. por volta de 1806, em Lisboa, e fal. antes de 1838], Guarda Roupa de S.M.I. Fidalgo Cavaleiro [Alv. de 18.04.1821. Livro 65.º das Mercês, fl. 170v]. Filho do Desembargador, Conselheiro e Fidalgo Cavaleiro, Dr. Antônio Correia Picanço e de Mariana Justina de Faria. Estabeleceu-se no Rio de Janeiro (Brasil), onde deixou geração de seu cas., em 1831, no Rio, com Maria Luiza Xavier [c.1811, RJ - ?], filha do Sarg.-Mor José Antônio dos Santos Xavier, patriarca de uma das famílias Xavier (v.s.), do Rio de Janeiro.

Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno, Tomo I, volume II, verbete Picanço.

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39. ANTONIO COUTINHO DE LENCASTRE (D.), Governador das ilhas de Cabo Verde.

Título do Concelho, por Carta de 26 de Março de 1808.

Livro 2.º fol. 76 verso.

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Nota - Cau Barata: Trata-se de D. Antonio Coutinho de Lencastre, fidalgo português, que foi Governador de Cabo Verde, de 1803 a 1818. No seu tempo, os corsários saquearam as Ilhas de Maio e da Boa Vista.

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40. ANTONIO DA CRUZ, natural de Lisboa, filho de Jorge Papi.

Reposteiro da Camara do Número, por Alvará de 11 de Novembro de 1808.

Livro 1.º fol. 148.

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41. ANTONIO DA CUNHA DE SOUSA E VASCONCELLOS, natural da cidade do Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz da Cunha de Sousa e Vasconcellos, Moço Fidalgo com exercício, e neto de Antonio da Cunha de Sousa, Moço Fidalgo.

O mesmo foro, por Alvará de 5 de Janeiro de 1819.

Livro 48.º fol. 167 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Moço Fidalgo.

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Continuação (folha 6/7)

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42. ANTONIO DA CUNHA SOUTO-MAIOR, filho legítimo de José Antonio da Cunha Souto-Maior, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 25 de Agosto de 1820.

Livro 59.º fol. 172.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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(folha 7)

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43. ANTONIO DOUTEL DE ALMEIDA, filho legítimo de Antonio Wenceslau Doutel de Almeida, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 27 de Fevereiro de 1812.

Livro 19.º fol. 114 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

Refere-se a Antônio Doutel de Almeida Machado Vasconcellos Madureira Feijó, nasc. a 25.04.1775, Portugal, irmão do barão de Portela (em Portugal), e filhos de Antônio Wenceslau Doutel de Almeida de Almeida e Vasconcelos [1745-1816] e de sua prima Maria Joaquina Madureira de Morais Sarmento.

Teve foro de Fidalgo Cavaleiro [Alv. de 27.02.1812. Livro 19.º das Mercês, fl. 114v].

Foi agraciado, sucessivamente, com os títulos de Visconde de Mirandella [Dec. de 13.05.1810, em Portugal], Visconde de Mirandela, no Brasil, sem grandeza, por seu casamento com a Viscondessa de Mirandella [Carta de 17.05.1815, no Brasil. Registrada no Livro 31.º das Mercês, fl. 114v], e Visconde com as honras de grandeza de Mirandela [Carta de 19.12.1822, no Brasil].

Casou, em primeiras núpcias, com Joana Francisca Maria Josefa da Veiga Cabral da Câmara, irmã e herdeira de Francisco Antônio da Veiga Cabral da Câmara [1734 - 31.05.1810], visconde de Mirandela, em Portugal; e em segundas núpcias, com Ana Carneiro da Costa da Silva e Souza [1794 - 05.08.1846], irmã do marquesa de Jacarepaguá, membros da importante família Carneiro Leão (v.s.), do Rio de Janeiro.

Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, volume I, verbete Doutel.

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44. ANTONIO DOUTEL DE ALMEIDA, por seu casamento com a Viscondessa de Mirandella.

Visconde d'este mesmo título, por Carta de 17 de Maio de 1815.

Livro 31.º fol. 114 verso.

. Nota - Cau Barata: Refere-se a mesma pessoa registrada no numero 43.

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45. ANTONIO FERNANDES PEREIRA DE CAMPOS, natural de Lisboa.

Porteiro da Câmara de Cavallo, por Alvará de 24 de Novembro de 1808.

Livro 1.º fol. 153.

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46. ANTONIO FRANCISCO LEAL, Médico honorário da Real Câmara.

Médico effectivo d'ella, por Alvará de 18 de Agosto de 1818.

Livro 45.º fol. 80 verso.

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47. ANTONIO GERMANO DA VEIGA, filho de José Antonio da Veiga, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 10 de Outubro de 1816.

Livro 38.º fol. 109 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

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Refere-se a um dos filhos do Desembargador José Antônio da Veiga, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, e de Maria Edwiges Ferreira de Aguiar.

Foi irmão do Conselheiro João JOsé da Veiga [12.08.1775, Ventosa do Bairro, Coimbra - 08.05.1816, Rio de Janeiro, RJ], que no Brasil tornou-se o patriarca da Família Agapito da Veiga.

Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno, Tomo I, volume I, verbete Agapito da Veiga.

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48. ANTONIO GERMANO DA VEIGA, filho do Desembargador José Antonio da Veiga, Fidalgo Cavalleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 20 de Outubro de 1819.

Livro 53.º fol. 160.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro.

Não há erro na repetição deste nome. Assim se encontra na obra de Sanches Baena.

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49. ANTONIO GOMES BARROSO, Negociante do Rio de Janeiro.

Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 8 de Maio de 1819.

Livro 49.º fol. 87.

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Nota - Cau Barata: Descendente do coronel João Gomes Barroso, nasc. por volta de 1766, em Santa Marinha de Padale, termo de Barcelos, arcebispado de Braga, Portugal, e fal. a 14.10.1829, no Rio de Janeiro. O Coronel João, foi casado, a 06.06.1792, no Rio de Janeiro, com Maria Joaquina de Azevedo, natural de Itaboraí, Estado do Rio de Janeiro.

Ver Dicionário das Famílias Brasileiras - Barata & Bueno - Tomo I, volume I, verbete Gomes Barroso.

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(folha 7/8)

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50. ANTONIO GOMES BARROSO, natural do Rio de Janeiro, filho legítimo de Antonio Gomes Barroso, Fidalgo Cavaleiro.

O mesmo foro, por Alvará de 1.º de Junho de 1819.

Livro 51.º fol. 10 verso.

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Nota - Cau Barata: o mesmo foro - significa o mesmo foro de seu pai, ou seja, Fidalgo Cavaleiro. Filho Antonio Gomes Barroso, citado no ítem 49.

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Por Carlos Eduardo Barata

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