Carlos Eduardo de Almeida Barata
Curriculum


ORDENS MILITARES E CIVIS [HONORÍFICAS]

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PARTE I

 

Suas origens remontam à Idade Média, no tempo das grandes cruzadas. Após a tomada de Constantinopla, pelos Turcos, em fins do século XI, o Papa Urbano II [de 1088 a 1099], alarmado com a situação de perseguição e violência contra os fiéis, decretou, no Concílio de Clermont, a conquista da Palestina.

 

«Jerusalém fôra tomada pelos turcos seijúcidas em 1078. As violências e os vexames a que estes povos mulçulmanos começaram sujeitando os peregrinos, que, de tôda a Europa, se dirigiam à Terra Santa, para visitar os lugares santificados pela paixão e morte de Cristo, produziram nas almas piedosas daquela época uma profunda emoção, que deu origem às Cruzadas.

Estas expedições, religiosas e militares ao mesmo tempo, nas quais tomaram parte quasi todos os países europeus, sucederam-se, com intervalos mais ou menos longos, dos fins do séc. XI aos últimos anos do séc. XIII. Umas fizeram-se por terra; outras por mar.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 72].

 

Reuniram-se cerca de 600.000 (seiscentos mil) pessoas, formando um exército monástico-militar, que, em nome da religião católica, partiram em direção a Constantinopla. Traziam no peito, cosido sobre as vestes, a cruz-latina, do que lhes valeu serem denominados de CRUZADOS.

 

«Este original exército, ou antes, esta collosal romagem constituída pelos elementos mais heterogêneos e mais imprevistos, elegeu para chefe Godofredo de Bouillon, duque da Baixa Lorena, e attravessamdo o estreito de Bosforo, passou à Ásia Menor, onde tomou Nicêa e Antiochia, e, depois de ser disimado pela peste, pela fome, pelas intempéries e reduzido a cincoenta mil soldados, conseguiu enfim tomar Jerusalém em 1099.

«Senhores da Cidade Santa, os cruzados elegeram para seu príncipe a Godofredo de Bouillon, que tomou o título de Rei de Jerusalém, e alguns cavaleiros, alojando-se perto do Santo Sepulcro, aí fundaram uma albergaria ou hospital destinadi a agasalhar os peregrinos, ao passo que nove outros cavalleiros se albergaram a uma parte ainda habitável do arruinado templo de Salomão e jraram morrer pela fé e na defesa dos mesmos peregrinos contra os infiéis» [Adriano Mendes Strecht de Vasconcellos, Breve Notícia das Ordens Monástico-Militares em Portugal. Vizeu, Typographia da Província, 1909, pág. 4]

 

Dos que fundaram o Hospital, próximo ao Santo Sepulcro, deu origem à primeira Ordem Militar, conhecida como dos HOSPITALARES, ou de São João de Jerusalém, de Rhodes ou de Malta. Quanto aos outros cavaleiros que se estabeleceram próximo ao Templo de Salomão, originaram a Ordem dos Cavaleiros do Templo, ou TEMPLÁRIOS. Estas Ordens, foram divididas em três classes:

  1. dos clérigos - àqueles que recebiam ordenação sacerdotal. Estavam encarregados dos serviços religiosos da Instituição;
  2. dos irmãos leigos - representavam o papel dos escudeiros; e
  3. dos cavaleiros - formavam o exército combatente da ordem, recrutados, exclusivamente entre os nobres.

 

«Um templário. Gravura da Biblioteca Nacional, Paris. - Veste um saio de malha, que desce até ao joelho, e cobre-se com um amplo manto, sôbre o qual se destaca uma cruz vermelha. [Texto e Imagem repruduzido da obra História de Portugal - de Antonio G. Matoso, Lisboa, 1939, vol. I, 84]

 

«A ORDEM DOS TEMPLÁRIOS, fundada por Hugo de Payem, em Jerusalém, em 1118, encontrou em S. Brnardo um amigo dedicado. Foi êste luminar da Igreja que fêz a sua propaganda no Ocidente, através do seu escrito intitulado «De laude novæ militiæ». O Papa Inocêncio II criou no concílio de Pisa de 1135 confrarias encarregadas de reunirem fundos para o seu sustento, e tomou-a sob a sua proteção em 1139, por meio da bula «Omne datum optimus». Os seus monges adotaram o hábito branco dos cistercienses, ao qual juntaram, mais tarde, como distintivo especial, uma cruz vermelha sôbre o manto.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 83].

«A ORDEM DOS HOSPITALARES, originada numa obra protectora dos enfermos, que recebera regra do Papa Pascual II em 1113, teve como a dos Templários, a sua origem em Jerusalém. Quando Saladino tomou esta cidade aos cristãos em 1187 estabeleceram-se em Chipre. Em 1310 conquistaram a Ilha de Rodes e passaram a chamar-se «Cavaleiros de Rodes». Alí permaneceram em guerra contra os turcos até 1522. Pouco depois obtiveram a ilha de Malta, tomaram o nome de «Cavaleiros de Malta» e continuaram a luta contra os mulçulmanos da África até serem esbulhados da sua posse por apoleão em 1798.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 86].

«A ORDEM DE CALATRAVA, fundada por S. Raimundo, ajudado por outro monge cisterciense, Diogo Velasques, com o fim de defender a cidade fronteiriça de Calatrava contra os ataques dos mouros, foi confirmada em 1164 pelo Papa Alexandre III. Entrou em 1166 em Portugal e estabeleceu-se em Évora, pelo que os seus componentes se começaram chamando «Freires de Évora». Foram senhores do castelo de Alcanede, doado por D. Sancho I, e possuiram bens em Coruche, Benavente, Santarém, Lisboa, Mafra, Alpendriz, Panoias, etc. D. Afonso II doou-lhes em 1211 o lugar de Avis, pelo que passaram a ser conhecidos por «Freires de Avis». Mais tarde a Ordem de Avis tornou-se independente da de Calatrava.». [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 88].

«A ORDEM DE SANTIAGO DA ESPADA, originada na necessidade de proteger os peregrinos que se dirigiam ao túmulo de Santiago, fundada em Espanha talvez em 1170, entrou em Portugal em 1172. D. Afonso Henriques doou-lhe, segundo parece, a vila de Arruda, Alcácer, Almada, etc. D. Sancho I fêz-lhe outras doações, entre as quais se conta Palmela. pelo que, por vezes, aparecem designados por «Freires de Palmelas. [...] Entre os mestres mais célebres da Ordem de Santiago contam-se Martinho Barregão, que se «houve com tanto heroísmo no cêrco de Alcácer, que mereceu os elogios do Papa Honório III, em carta gratulatória aos bispos portugueses, e D. Paio Corrêa, o herói das conquistas de Métola, Cacela, Alvor, Ossónoba, Aljezur, Tavira, etc.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 89].

 

Ambas as Ordens - Hospitalares e Templários - foram admitidas pelo Conde D. Henrique de Borgonha, Senhor do Condado de Portucale, que viria, pouco tempo depois, em mãos de seu filho, o Conde Afonso Henriques, transformar-se num reino próprio e independente do reino de Leão, com o nome de PORTUGAL.

 

«As ordens religiosas militares auxiliaram decididamente os reis portugueses nas lutas da Reconquista. Ao espírito guerreiro dos seus membros deveram as monarquias cristãs da Espanha, «em boa parte a expulsão dos sarracenos. Estes monges soldados, entre os quais a disciplina monástica supria até certo ponto a falta de disciplina militar, bem pouco adiantada naquelas rudes eras, forçosamente levaram por isso vantagens aos outros homens de armas e cavaleiros, a quem nos combates deviam faltar muitas vezes o nexo da obediência e a fôrça que resulta da unidade e simultaneidade de acção. [...]

As ordens militares que se empenharam nesta luta foram: - a Ordem dos Templários ou cavaleiros do Templo; a Ordem dos Hospitalares ou do Hospital; a Ordem de Calatrava; e a Ordem de Santiago.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 83].

 

O Conde D. Henrique fez importantes doações de terras a estes Cavaleiros das Ordens dos Hospitalares e dos Templários, para que se fixassem em seu condado, na intenção de os mesmos combatentes o ajudarem na conquista de sua independência do Rei D. Afonso VI de Leão [1065-1109].

 

«Não se sabe quando esta Ordem [dos Templários] foi introduzida em Portugal. Em 1128, D. Teresa, mãi de D. Afonso Henriques, doa-lhe o castelo de Soure e a «terra deserta e despovoada entre Coimbra e Leiria», onde fundam os castelos de Pombal, Ega e Redinha. Em 1159 D. Afonso Henriques doa-lhes o castelo de Cêras. Em 1160 começaram a construção do castelo de Tomar, para defesa do lugar onde haviam edificado um convento, que se torna a casa mais importante da ordem entre nós.

Os seus bens aumentam constantemente, com doações no Alentejo, as terras de Idanha-a-Velha e Monsanto, o território de Açafa, etc.. Entre os seus mestres mais eminentes figuram o célebre D. Gualdim Pais, D. Lopo Fernandes, D. Martim Martins, etc. Extinta a Ordem em 1312, as suas terras passaram para a nova Ordem de Cristo em 1319» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 85].

 

Em 1212, os Templários foram definitivamente expulsos de Jerusalém pelos Turcos. Refugiaram-se na Europa onde, somente na Espanha e em Portugal, encontraram fins para realizarem os seus compromissos na defesa dos fiéis, por estarem, ainda, estes dois reinos, combatendo contra os invasores árabes.

 

«Defesa dum Castelo no séc. XII. Iluminura dum manuscrito do convento de Alcobaça. Ao alto, um homem de cabeça descoberta, anuncia, com um chifre, o combate. O 1.º, 2.º e 3.º defensores, colocados atrás das ameias, protegidos com os escudos, as cabeças cobertas com bacinetes nazais, vestem cota de malha, apertada na cinta, da qual pende a espada ponteaguda. O segundo atira pedras sôbre os atacantes. O 4.º empunha uma bandeira. O 3.º e o 5.º, armados de arcos, que retezam, fazem cair sôbre os assaltantes as suas setas e virotões. Abaixo, os atacantes, descobertos, vestindo túnicas amplas e longas, atiram f;echas sôbre os defensores, que vemos no alto. O segundo ataca com pedras, que guarda no saio levantado. [Texto e Imagem repruduzido da obra História de Portugal - de Antonio G. Matoso, Lisboa, 1939, vol. I, 79-80]

 

IMAGENS DA PÁG. 110

«Guerreiros do séc. XIII. Miniatura espanhol da Bilbioteca Nacional de Madrid. - O troço de cavaleiros, que se vêem na gravura, vestem pesadas armaduras de ferro e bronze e empunham machados e lanças. Repara-se na maneira como protegem a cabeça, as mãos, os joelhos e os pés [Texto e Imagem repruduzido da obra História de Portugal - de Antonio G. Matoso, Lisboa, 1939, vol. I, 110]

 

Entre o ano de 711 - quando um exército de cerca de 12.000 homens, comandados por Tárique, invande a Península - e 1270, data da última cruzada, podemos reusmir os grandes acontecimentos, com o seguinte quadro:

 

DATAS ACONTECIMENTOS
711 Invasão da Península pelos árabes
718(?) Batalha de Covadonga
737 Morte de Pelágio, rei das Astúrias
1037 Castela e Leão forman um só reino
c.1140 Aportou no Pôrto, uma armada de cruzados franceses, que navegava para Palestina
1147 Aportou no Pôrto, nova armada, composta de cruzados ingleses, escoceses, flamengos

alemaes e franceses, que auxiliaram D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa

1054 O Cisma do Oriente
1058 O Califado de Bagdá foi tomada pelos turcos seljúcidas
1078 Jerusalém foi tomada pelos turcos seljúcidas
1085 Tomada de Toledo por Afonso VI
1086 Derrota dos cristãos em Zalaca
1093 Conquista de Santarém, Lisboa e Sintra
1095 Concílio de Clermont, onde se inicia a pregação da cruzada pelo próprio Papa
1096 1.ª CRUZADA [1096-1099], exaltada por Pedro, O Eremita
1103 D. Henrique de Borgonha parte para a Terra Santa
1109 Morte de D. Afonso VI
1112(?) Morte do Conde D. Henrique de Borgonha
1113(c.) Fundação da Ordem dos Hospitalares, em Jerusalém
1118 Fundação da Ordem dos Templários, em Jerusalém
1125 D. Afonso Henriques arma-se cavaleiro
1128 Batalha de S. Mamede
1139 Batalha de Ourique
1144 Queda do Condado de Edessa, em poder dos mulçulmanos
1147 2.ª CRUZADA[1147-1149], exaltada por São Bernardo, Conrado III e Luiz VII
1147 Conquista de Santarem e Lisboa
1156 Os Templários deram foral aos moradores de Ferreira
1158 Tomada de Alcácer do Sal
1159 Tomada de Évora e Beja
1159 Os Templários deram foral aos moradores de Redinha
1160 Os Templários começam a construção do castelo de Tomar
1162 Ordem Militar de Avis, instituída pelo Rei Afonso I, a 13.08.1162, em Coimbra.
1162 Os Templários deram foral aos moradores de Tomar
1164 Confirmado a fundação da Ordem de Calatrava.
1166 Entra em Portugal a Ordem de Calatrava
1170(?) Criação da Ordem de Santiago da Espada, na Espanha
1172 Entra em Portugal a Ordem de Santiago da Espada
1174 Os Templários deram foral aos moradores de Pombal
1174 Os Templários deram foral aos moradores de Ozêzar
1178 D. Sancho invade a Andaluzia
1179 D. Afonso Henriques é reconhecido Rei
1185 Morte de D. Afonso Henriques
1187 Tomada de Jerusalém, pelas tropas de Saladino
1189 3.ª CRUZADA [1189-1192], exaltada por Guilherme, arcebispo de Tyr
1189 Aportou no Tejo, uma armada de cruzados do norte [frisões, dinamarqueses, etc.]
1189 Conquista de Alvôr [Portugal], com ajuda dos cruzados do norte
1189 Conquista de Silves [Portugal], com ajuda dos cruzados flamengos, alemães e ingleses
1197 Nova conquista de Silves, com ajuda dos cruzados alemães.
1202 4.ª CRUZADA [1202-1204], pregada pelo Papa Inocêncio III
1204 Fundação do Reino Latino de Constantinopla, pelos Cruzados
1211 Côrtes de Coimbra
1211 A Ordem de Calatrava, recebe o lugar de Avis, em Portugal
1212 Templários foram definitivamente expulsos de Jerusalém pelos Turcos
1212 Batalha de Navas de Tolosa
1217 D. Afonso II toma Alcácer do Sal com o auxílio dos Templários
1218 5.ª CRUZADA [1219-1221], executada por Jean de Brienne, rei de Jerusalém
1228 6.ª CRUZADA [1228-1229], conduzida pelo Imperador Frederico II, contra a Palestina
1244 Conquista de Jerusalém por mercenários do sultão do Egito
1248 7.ª Cruzada [1248-1252], dirigida por Luis IX, contra o Egito
1261 Queda do Reino Latino de Constantinopla, fundado pelos Cruzados, em 1204
1270 8.ª e última CRUZADA [1270], conduzida por Luiz IX, contra Tunis

 

Com o passar dos anos, já por volta do século XVI, estas ordens monástico-militares, pouco a pouco foram tornando-se simplesmente militares, umas, e religiosas, outras; depois militares e civis, até que perderam sua finalidade guerreira, na luta contra os infiéis, e transformaram-se, simplesmente, em Ordens de carater Honorífico, visando recompensar os homens que dos outros se destacavam pelos seus feitos, pelas suas virtudes pessoais.

 

Fonte: Revista e ampliada da obra: Presidentes do Senado no Império. Uma Radiografia Histórica, Genealógica, Social, Política e Diplomática do Brasil Imperial. 1997 - 783 págs. do autor: Carlos de Almeida Barata.

 

Minas, 26.01.1999 - Carlos de Almeida Barata

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- Última Hora -

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Recentemente, através da HC GALLERY [hcgallery@ccard.com.br] recebi um e-mail, de um estudioso das ruas do Rio de Janeiro, pedindo informações sobre a origem da família DAEMON.

Nossas investigações chegaram ao seguinte resultado:

  • DAEMON - Sobrenome originado de um pseudônimo, de uma família estabelecida no Rio de Janeiro, com ramificações no Espírito Santo, que teve princípio no Major Basílio José de Carvalho [08.02.1834, Rio, RJ - 01.12.1893, Vitória, ES], filho de José Maria de Carvalho e de Idalina Cordeiro de Carvalho. Assentou praça no Corpo de Permanentes, de onde obteve baixa, para trabalhar me revisão de diversos jornais da Cidade. Colaborou com artigos, em muitos destes jornais, entre eles, o antigo Mercantil, que se publicou em Petrópolis [RJ]. Da colaboração neste jornal resultou ser conhecido de todos os seus amigos pelo apelido Dæmon, pseudônimo com o qual os assinava. Mais tarde, na contingência de mudar de nome, elo fato de existir na região, em que residia, mais de uma pessoa com o mesmo nome, adotou para sobrenome aquele apelido, daí: Basílio Carvalho Dæmon. Deixou geração [oito filhos] do seu casamento, em 1860, em Paty do Alferes [RJ], com Maria Joaquina Leal, seguindo, pouco tempo depois, para o sul do Estado do Espírito Santo, onde entregou-se à vida da lavoura e comércio, tendo adquirido, pôr compra umas terras. Algum tempo depois, em 1866, retirou-se para a vila de Cachoeira de Itapemirim (ES), a fim de assumir, a convite, a redação de «O Itabira», jornal político que ali se publicava sob a direção de João Paulo Ferreira Rios. Deputado à Assembléia Provincial [ES-1872]. Sócio correspondente do Instituto Histórico Arqueológico de Pernambuco [12.09.1890]. Capitão da Guarda nacional. Oficial da Ordem da Rosa.

(Carlos de Almeida Barata)

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