ORDENS MILITARES E CIVIS [HONORÍFICAS]
PARTE II
.
ORDENS MILITARES E CIVIS [
Vimos - Parte I - que com o passar dos anos,
já por volta do século XVI, as ordens monástico-militares,
pouco a pouco transformaram-se, simplesmente, em ordens
militares, religiosas e civis. Perderam sua finalidade guerreira,
na luta contra os infiéis, e transformaram-se, simplesmente, em
Ordens de carater Honorífico, visando recompensar os homens que
dos outros se destacavam pelos seus feitos, pelas suas virtudes
pessoais.
Segue uma relação de Ordens, brasileiras e
estrangeiras, as quais muitos brasileiros tiveram a honra de ser
agraciados. Ressalto que a seguinte relação está longe de ser
completa.
§ § § § § §
NACIONAIS
| ORDEM DA TORRE
E ESPADA |
-
1808 -
|
Por Decreto de 13 de Maio, e Carta de Lei de 29
de novembro de 1808, foi instaurada e dado forma e regulamento,
no Brasil, pelo Príncipe Regente D. João, a nova Ordem de
Cavalaria da Torre e Espada, para assinalar «nas Eras
Vindouras esta memorável Epoca, em que Aportei felizmente a esta
parte importantissima dos meus Estados.» Fora renovada
para premiar «os distintos Serviços de alguns illustres
Estrangeiros, Vassalos do meu antigo, e fiel Alliado El-Rei da
Grã-Bretanha, que me acompanharam com muito zelo nesta viagem.»
Foi classificada da seguinte maneira:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grã-Cruz |
12 (1) |
| Comendador |
08 (2) |
| Cavaleiro |
100 (3) |
1. Seis efetivos e seis
honorários
2. Podendo haver honorários
que, segundo o Alvará de 05.07.1809, foram fixados em, no
máximo, 24
3. Os seis primeiros
tiveram uma tença de 100$000 réis. Quanto ao número de
100 Cavaleiros, foi estabelecido pelo Alvará de
05.07.1809.
Segundo o dispositivo do artigo 1.º, da Carta
de Lei de 29 de novembro de 1808:
- O Príncipe Regente D. João será o
Grão-Mestre da Ordem;
- O Príncipe da Beira, será o Grã-Cruz
Comendador-Mor;
- O Infante D. Miguel, será o Grã-Cruz
Cavaleiro; e
- O Infante D. Pedro Carlos, será o
Grã-Cruz Alferes.
ª ª ª ª ª ª
| IMPERIAL ORDEM
DO CRUZEIRO |
-
1822 -
|
Por Decreto de 1.º de Dezembro de 1822, nasceu
a ORDEM IMPERIAL DO CRUZEIRO, a primeira Ordem realmente
brasileira.
Foi criada pelo Imperador D. Pedro I, para
assinalar «por um modo solemne e memorável a época da
Minha Acclamação, Sagração e Coroação, como Imperador
Constitucional do Brasil, e seu Perpétuo Defensor» e
remunerar os serviços prestados por seus súditos do novo
Império que nascia, e aos beneméritos estrangeiros.
«Hei por bem (em
alusão á posição geographica desta vasta e rica
região da América Austral, que forma o Império do
Brasil, onde se acha a grande Constellação do
Cruzeiro, e igualmente em memória do nome que teve
sempre este Império, desde o seu descobrimento, de -
Terra da Santa Cruz) crear uma nova Ordem
Honorífica, denominada - Imperial Ordem do Cruzeiro.»
A divisão das Classes ficou a seguinte:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grã-Cruz |
12 (1) |
| Dignitário |
45 (2) |
| Oficial |
320 (3) |
| Cavaleiro |
¥ (4) |
1. Oito (8) serão efetivos
e quatro (4) honorários; tinham o tratamento de Excelência
e honras de Tenente-General
2. Trinta (30) serão
efetivos e quinze (15) honorários. Segundo esclarece o
artigo VII, nenhum Dignitário poderá passar ao grau de
Grã-Cruz, sem contar cinco anos de antiguidade no seu
grau. Tinham honras de Brigadeiro.
3. Duzentos (200) serão
efetivos e cento e vinte (120) honorários. Segundo
esclarece o artigo VII, nenhum Oficial poderá passar ao
grau de Dignitário, sem contar três anos de antiguidade
no seu grau. Tinham honras de Coronel.
4. Número ilimitado.
Segundo o dispositivo do artigo VI - «nenhum poderá ser
admittido a Cavalleiro, sem provar ao menos vinte anos de
distincto serviço militar, civil ou scientífico...». O
artigo VII estabelece que nehum Cavaleiro poderá passar
a dignidade de Oficial, sem contar quatro anos de
antiguidade no seu grau. Tinham honras de Capitão.
Segundo o dispositivo do Artigo
1.º:
Ao Imperador do Brasil e
seus sucessores no trono, compete o grau de Grão-Mestre
da Ordem;
O Ex-Imperador era o
Grão-Mestre;
Os membros da família
imperial condecorados com esta Ordem, eram
supranumerários
Os soberanos, príncipes e
súditos estrangeitos, eram supranumerários
¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨
| ORDEM DE PEDRO
I |
-
1826 -
|
Por Decreto de 16 de abril de 1826, foi criada
a Ordem de Pedro Primeiro, fundador do Império, como forma de
marcar «de uma maneira distincta, a época, em que foi
reconhecida a Independência deste vasto Império, que tive a
glória de fundar, e do qual sou o primeiro Imperador
Constitucional».
Seus estatutos foram estabelecidos, somente
pelo Segundo Imperador, pelo Decreto n.º 228, de 19 de outubro
de 1842.
A divisão das Classes ficou a seguinte:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grã-Cruz |
12 (1) |
| Comendador |
50 (2) |
| Cavaleiro |
100 (3) |
1. As pessoas da Imperial
Família serão Grã-Cruzes. Terão o tratamento de Excelência.
2. Não poderão exceder
aos 50. Terão o tratamento de Senhoria.
3. Não poderão exceder
a 100.
Segundo os dispositivos do
Decreto:
Os membros da família
Imperial seriam deputados supranumerários;
Os soberanos desta Ordem
seriam deputados supranumerários;
O Imperador era o
Grão-Mestre da Ordem;
Os príncipes da família
Imperial eram os Grã-Cruzes.
Em 1897, o total de 162 lugares desta Ordem,
estavam todos vagos e, desde 1823, apenas dois brasileiros foram
agraciados com as insígnias desta Ordem:
- o Marquês de Barbacena, que no período
do primeiro Imperador foi agraciado com o grau de
Cavaleiro; e
- o Duque de Caxias que, no período do
segundo Imperador, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz,
quando regressou do Paraguai.
(c) (c) (c) (c) (c) (c)
| ORDEM DE NOSSO
SENHOR JESUS CRISTO |
-
1827 -
|
Fundada e instituída, no tempo do Rei D.
Diniz, pelo Papa João XXII [de 1316 a 1334], a 14 de março de
1319, substituindo a antiga ordem militar dos Cavaleiros
Templários que, fundada em 1096 no tempo dos Cruzados, havia
terminado em 1311. Seus estatutos foram confirmados por Alvará
de 30 de maio de 1627.
«Em Lisboa, a 14 de agosto da era 1356
(anno 1318) constituio El-Rei seus Procuradores ao nobre
Verão João Lourenço, Cavaleiro, e ao discreto Varão Pero
Perez, Conego de Coimbra, para tratarem perante o Santo Padre
o negócio da criação da nova Ordem de Cavallaria, que
El-Rei tinha resolvido instituir, em lugar da extinta Ordem
dos Templários.
«O Papa João XXII cria a Ordem por suas
Letras Apostólicas, dadas em Avinhão nos idos de março,
anno 3.º do seu Pontificado, isto he, a 15 de março de
1319.
«El-Rei D. Diniz aceita a Bulla, e
ratifica o que havião feito seus Procuradores, por Diploma
Real de 5 de maio da era de 1357, anno de 1319.» [Cardeal D.
Francisco Justiniano Saraiva, Obras Completas do Cardeal
Saraiva. Lisboa, Imprensa Nacional, vol. IV, 1875, pág. 54].
Pela bula Praclara Portugalliae et
Algarbiorum Regnum, do Papa Leão XII [de 1823 a 1829],
datada de 30 de maio de 1827, foi criado no Brasil a Ordem
de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Portugal.
O Decreto n.º 321, de 9 de setembro de 1843,
citado no ítem B, que mandava que se instalasse a Ordem de São
Bento de Aviz, no Brasil, dando-lhe nova regulamentação,
também determinava que fosse esta Ordem de Cristo instaurada, e
que se conservasse meramente como uma Ordem de caráter civil e
polítca, tmbém destinada a renumerar serviços feitos ao
Estado.
O Imperador era o Grão-Mestre; e o herdeiro da
coroa era Comendador-Mor.
Para se ingressar na Ordem de Cristo, em tempos
antigos, era necessário ser Nobre, Fidalgo, Cavaleiro ou
Escudeiro, sem que houvesse algum impedimento de sangue - pai, o
avô mecânico, mouro ou judeu - no seu nascimento.
O Almanaque Laemmert, para o ano de 1867,
apresenta, para o agraciamento desta Ordem, àqueles que se
distinguiram pelas suas virtudes, as seguintes dignidades:
CLASSES
|
| Grã-Cruz
(1) |
| Comendador (2) |
| Cavaleiro (3) |
1. Os Grã-Cruzes tinham o
tratamento de Excelência
2. Sem número determinado
3. Sem número determinado
Ì Ì Ì Ì Ì Ì
Por Decreto de 17 de outubro de 1829, foi
criada uma Ordem militar e civil, com a denominação de Ordem da
Rosa.
Foi criada para perpetuar a memória do
Casamento do Imperador D. pedro I com a rainha Amélia de
Leuchtenberg e Eischstoedt.
«Nella serão
admitidos os beneméritos, tanto nacionaes como
estrangeiros, que se distinguirem por sua fidelidade
á Minha Augusta pessoa, e serviços feitos ao
Império.»
A divisão das Classes ficou a seguinte:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grã-Cruz |
16 (1) |
| Grande Dignitário |
16 (2) |
| Dignitário |
32 (3) |
| Comendador |
(4) |
| Oficial |
(5) |
| Cavaleiro |
(6) |
1. Oito (8) serão
efetivos e oito (8) serão honorários. Ninguém
poderá ser nomeado Grão-Cruz se já não tiver
algum título que lhe dê o tratamento de
Excelência.
2. Com tratamento de
Excelência
3. Ninguém poderá
ser nomeado Dignitário se já tiver algum título
que lhe dê o tratamento de Senhoria.
4. Tinham honras de
Senhorio
5. Tinham honras de
Coronel
6. Tinham honras de
Capitão
Segundo o dispositivo do Artigo
1.º:
O Imperador do Brasil é,
e será sempre, o Grão-Mestre da Ordem;
O Príncipe Imperial
Herdeiro Presuntivo da Coroa será Grã-Cruz e
Grande-Dignitário-Mor
Os demais Príncipes da
Família Imperial serão todos Grã-Cruzes.
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| ORDEM DE SÃO
BENTO DE AVIZ |
-
1843 -
|
Ordem militar instituída pelo Rei Afonso I, a
13 de agosto de 1162, em Coimbra. Seus estatutos foram
confirmados por Alvará de 30 de maio de 1627. Por Alvará de 19
de junho de 1789, ficou determinado que esta ordem ficasse
exclusivamente destinada a remunerar os serviços militares.
O Decreto n.º 321, de 9 de Setembro de 1843,
mandou que existisse no Brasil, e conservada como meramente uma
ordem de caráter civil e política, destinada a remunerar
serviços feitos ao Estado. Estes serviços poderiam ser, tanto
de súditos do Império, como por estrangeiros beneméritos.
Apesar dos dispositivos do Decreto n.º 321,
continuaram somente conferindo-a à militares até que o Decreto
n.º 2.778, de 20 de abril de 1861, revogou, nesta matéria, o
decreto de 1843, declarando passar ela a ser esclusivamente
destinada a remunerar os militares.
Os Decretos n.ºs 4.144, de 5 de abril, e
4.023, de 13 de junho de 1863, regularam a concessão desta Ordem
de São Bento de Aviz, que ficou sendo exclusivamente destinada a
remunerar serviços militares, tando do Exército, quanto da
Marinha.
Em tempo passados, as dignidades da Cavalaria
da Ordem de São Bento de Aviz, eram, por ordem:
- Grão-Mestre - eleito pelos Cavaleiros;
- Comendador-mor - que substituía o Mestre
no seu impedimento;
- Prior-mor - que tinha o governo temporal e
espiritual do Convento de Aviz;
- Claveiro - guardião das chaves do
Convento;
- Alferes - que levava a bandeira da Ordem;
- Comendadores; e
- Cavaleiros.
Com a perda, definitiva, do seu caráter
monástico-militar, pelo citado Alvará de 19.06.1789, passou a
ser dividida em novas classes, de caráter puramente honorífico:
CLASSES
|
| Grão-Mestre |
| Comendador-Mor |
| Grã-Cruz
(1)(2) |
| Comendador (1) |
| Cavaleiro (1) |
1. O Almanaque Laemmert, para o
ano de 1867, apresenta para os agraciados com esta Ordens,
somente estas três últimas colunas.
2. Os Grã-Cruzes tinham o
tratamento de Excelência
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ESTRANGEIRAS
| ORDEM DOS
CAVALEIROS DA MALTA |
| Antes de 1153 |
Conforme vimos acima, quando falamos sobre as
origens das Ordens de Cavalaria, principiou esta Ordem, no tempo
da primeira Cruzada, em fins do século XI, quando alguns
cavaleiros, alojando-se perto do Santo Sepulcro, em Jerusalém,
fundaram um hospital destinado a agasalhar os peregrinos.
Seu estatuto foi confirmado pelo Papa Eugênio
III [de 1145 a 1153], antes de 1153.
Segundo as regras estatutárias, de 1489, do
Grão-Mestre Pedro de Aubusson, os cavaleiros ficavam obrigados
aos três votos de pobreza, castidade e obediência, além de
estarem proibidos de andarem sozinhos pelos povoados.
Poe estas épocas estavam divididos em três
classes:
- Cavaleiros
- Padres
- Serventes
Em 26 de outubro de 1530, depois de sucessivas
mudanças, esta Ordem instalou-se na Ilha de Malta - de onde lhe
provém o nome -, onde permaneceu instalada até a Revolução
Francesa, em 1789.
Depois de 1831 os reinos Lombardo-Veneziano, as
Duas Sicílias, a Prússia, os Ducados de Parma, Moderna e
Lucque, reconheceram e restabeleceram a Ordem de Malta, com a
seguinte divisão de classes:
- Cavaleiros Professos - que deveriam provar
serem nobres, pelos «quatro costados», até os
bisavós;
- Cavaleiros de Honra - deveriam fazer as
mesmas provanças dos anteriores;
- Cavaleiros - não estavam sujeitos
àquelas provanças;
- Capelães;
- Conventuais;
- Serventes de Armas;
- Padres; e
- Irmãos de obediência e donatos.
A dignidade de Grão-Mestre foi restabelecida a
29 de Março de 1879.
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| ORDEM DA
LEGIÃO DE HONRA |
| FRANÇA |
| 1802 |
Ordem criada por Lei consular de 29 Floreal,
ano X (19 de maio de 1802), com a finalidade de recompensar os
serviços militares e civis.
Na origem compreendia um grande cnselho
administrativo, de nomeação vitalícia, pelo Grande Conselho,
com a seguinte composição:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grande-Oficial |
7 |
| Comandante |
20 |
| Oficial |
30 |
| Legionário |
350 |
Foi reorganizada por Carta Régia de 26 de
março de 1816 e por Decreto Orgânico de 16 de março de 1852,
que corresponde à Carta atual da Ordem. Ficou com a seguinte
organização:
| ADMINISTRAÇÃO
|
QUANTIDADE |
| Grão-Mestre |
Presidente da
República |
| Grande Chanceler |
1 |
| CONSELHO DA
ORDEM |
QUANTIDADE |
| Secretário-Geral |
1 |
| Vice-Presidente do
Conselho |
1 |
| CORPO DE
LEGIONÁRIOS |
QUANTIDADE |
| Grã-Cruz |
20 |
| Grande Oficial |
50 |
| Comendador |
250 |
| Oficial |
2.000 |
| Cavaleiro |
12.000 |
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| ORDEM DE NOSSA
SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA |
| PORTUGAL |
| 1819 |
Foi criada por Alvará de 10 de setembro de
1819, assinada no Palácio do Rio de Janeiro, por D. João VI,
transformando a antiga Confraria dos Escravos de Nossa Senhora da
Conceição de Vila Viçosa, em uma Ordem Militar Leiga e
puramente honorífica, tomando como pretexto a comemoração de
sua subida ao trono e a libertação de Portugal do domínio
francês.
A Confraria dos Escravos de Senhora
Conceição, teve sua confirmação, em 1694, dada por D. Pedro
II.
Foi erecta na sua Igreja de Vila Viçosa, no
tempo do Rei D. João V, que através da Carta Régia de 12 de
novembro de 1771, mandou que a celebrasse com toda a pompa e
festividade.
A divisão das Classes ficou a seguinte:
| CLASSES |
QUANTIDADE |
| Grão-Mestre |
Imperador |
| Grã-Cruz |
12 (1) |
| Comendador |
40
(2) |
| Cavaleiro |
100 (3) |
| Servente |
60 |
1. Todos honorários.
Serão conferidos às pessoas que tivessem títulos.
2. Serão conferidos aos
que tiveram filhamento de fidalgo na Casa Real.
3. Serão conferidos
aos nobres e empregados que serviam ao Rei ou
merecerem sua real contemplação.
Segundo dispõe o Artigo 2.º, o
Rei D. João VI, tomava o grau de Grão-Mestre, que ficava
restrito aos Reis e Rainhas, que o sucedessem no trono.
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Além das Ordens descritas acima,
há, ainda, outras muitas ordens estrangeiras, que honraram
ilustres brasileiros em seus quadros. Longe de ser uma relação
completa, entre outras, destaco:
| OUTRAS
ORDENS |
| Passada
a destacados brasileiros |
| Real Ordem de São Januário de
Nápoles |
Itália |
| Ordem da Ernestina da
Casa Ducal de Saxe-Coburgo Gotha |
Ducado de Saxe-Coburg
Gotha |
| Real Ordem de Isabel, A Católica |
Espanha |
| Ordem de São Leopoldo |
Bélgica |
| Ordem da Coroa da Itália |
Itália |
| Real e Distinta Ordem Espanhola de Carlos III |
Espanha |
| Imperial Ordem da Águia Branca |
Rússia |
| Imperial Ordem Austríaca da Coroa de Ferro |
Áustria |
| Real Ordem dos Guelfos de Hanover |
Hanover |
| Ordem Turca de Medjidié |
Turquia |
| Real Ordem Dinamarquesa de Danebras |
Dinamarca |
Fonte: Revista e ampliada
da obra: Presidentes do Senado no Império. Uma Radiografia
Histórica, Genealógica, Social, Política e Diplomática do
Brasil Imperial. 1997 - 783 págs. do autor: Carlos Eduardo
Barata.
Minas, 26.02.1999 - Carlos de Almeida Barata
.
.
.
- Última Hora -
.
Recentemente,
Recentemente, através da HC GALLERY [hcgallery@ccard.com.br]
recebi de Nova Friburgo (RJ), um e-mail pedindo informações
sobre a origem da família GACHET.
Nossas investigações chegaram ao seguinte resultado:
- GACHET - Sobrenome
de uma família de origem suíça, a qual pertence o
negociante Sebastien Nicolau Gachet, que passou para a
Ilha Grande, região sul-fluminense do Estado do Rio de
Janeiro, em 1817 (Registro de Estrangeiros, 1808, 129).
Famílias originárias do Cantão de Fribourg, Suíça,
estabelecidas na região serrana do Estado do Rio de
Janeiro, para onde passaram: I - Constantin Gachet e
Georges Gachet, com 11 e 8 anos de idade,
respectivamente; II - Mathias Gachet [c.1800, Epagny -];
III - Michel Gachet [c.1791, Gruyères -]; IV - Jacques
Gachet [c.1764, Gruyères -], acompanhado de seus sete
filhos; e V - Joseph Gachet [c.1799, Gruyères -],
acompanhado de Ursule Gachet [c.1801 -] - todos
contratados na qualidade de colônos para trabalhar na
noca Colônia do Morro Queimado, segundo tratado de
11.05.1818, entre Sebastien-Nicolais Gachet, encarregado
de missão por seu govêrno, o cantão de Fribourg, junto
à Sua Majestade, no Brasil. Desta colônia, originou-se
o Município de Nova Friburgo, RJ. Compunham o grupo de
colonos que embarcaram para o Brasill, entre 11.09.1819 e
10.10.1819, em sete navios: Camillus [119 colonos]
Daphiné [197 colonos], Debby Elisa [233 colonos], Deux
Catherine [357 colonos], Elizabeth-Marie [228 colonos],
Heureux Voyage [442 colonos] e Urania [437 colonos].
(Carlos de Almeida Barata)