Carlos Eduardo de Almeida Barata
Curriculum


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SÚMULA GENEALÓGICA II

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OS LIMA E SILVA

 

Recentemente, através da HC GALLERY hcgallery@ccard.com.br] recebi um e-mail, pedindo informações sobre as origens da família LIMA E SILVA.

Nossas investigações chegaram ao seguinte resultado:

LIMA E SILVA - Uma das mais importantes famílias de oficiais militares de altas patentes, do Exército, de origem portuguesa, estabelecida no Rio de Janeiro, para onde passou o Marechal de Campo José Joaquim de Lima e Silva [01.03.1746, freguesia de Santa Maria de Lagos, Algarve - 25.04.1821, Rio, RJ], filho do Sargento-Mor de Infantaria João da Silva da Fonseca Lima e de Isabel Maria Josefa Brandão Ivo - que, segundo dizem, era descendente de um irmão do glorioso Santo Ivo, canonizado pelo Papa Clemente VII no ano de 1348, membro de uma das primeiras famílias da Bretanha, em França.

O então Capitão José Joaquim de Lima e Silva, passou ao Brasil, em 1783. Sobre sua carreira militar, informa o Coronel Laurênio Lago

 

«Era capitão do 1.º Regimento de Infantaria de Bragança quando foi confirmado no pôsto de sargento-mor nomeado por comissão pelo vice-rei Luiz de Vasconcelos, como se vê da sua patente assinada em 27 de outubro de 1792. Foi promovido a tenente-coronel em 10 de outubro de 1800, a coronel graduado em 12 de outubro de 1808, a brigadeiro em 13 de maio de 1812, a marechal de campo graduado em 6 de fevereiro de 1818. Foi nomeado vogal do Conselho Supremo Militar em 6 de Fevereiro de 1818. (Brigadeiros e Generais de D. João VI e D. Pedro I. Rio, 1938 - pág. 93)

 

Deixou numerosa descendência, no Rio de Janeiro, de seu cas., no Rio de Janeiro, com Joana Maria da Fonseca Costa [1762, Rio, RJ - 1842, Rio, RJ], neta do Sarg. Mor João Francisco da Costa, patriarca desta família Fonseca Costa (v.s.), do Rio de Janeiro. Entre seus descendentes, cabe registrar:

  1. o filho, Tenente General Francisco de Lima e Silva [1785-853], Barão da Barra Grande - que segue;
  2. o filho Marechal José Joaquim de Lima e Silva [1787-1855], Visconde de Magé - que segue;
  3. o filho, Tenente General Manoel da Fonseca de Lima e Silva [1793-1869], Barão de Suruí - que segue;
  4. o filho General João Manuel de Lima e Silva [1805-1837];
  5. o filho Marechal Luiz Manoel de Lima e Silva [29.08.1806, Rio, RJ - 23.07.1873, Porto Alegre, RS], Comendador da Ordem de São Bento de Aviz. Comendador da Ordem da Rosa. Brigadeiro. Deixou geração natural, conforme vai dito adiante;
  6. a filha Maria Joaquina de Lima e Silva [1788-1862], uma das matriarcas da família Burlamaqui (v.s.), do Piauí;
  7. o neto Marechal Luiz Alves de Lima e Silva [1803- 1880], Duque de Caxias - que segue;
  8. o neto, Major João Manuel de Lima e Silva [02.02.1805, Rio, RJ - 29.08.1837, São Borja, RS], patriarca desta família Lima e Silva, no Rio Grande do Sul. Brigadeiro, general de divisão graduado. Deixou geração do seu cas., a 26.04.1828, em Porto Alegre, RS, com Maria Joaquina de Almeida Corte Real [1810, Caçapava, RS - 23.10.1878, Porto Alegre, RS], filha do brigadeiro Francisco de Borja de Almeida Corte Real e de Maria Angélica da Fontoura;
  9. o neto, Coronel José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho [1809-1894], Conde de Tocantins - que segue;
  10. o neto tenente Carlos Miguel de Lima e Silva [29.09.1813, Rio, RJ - 1845], alferes do Batalhão do Imperador;
  11. a neta, Carlota Guilhermina de Lima e Silva [1817-1894], baronesa com honras de Grandeza do Suruí - que segue;
  12. o neto Coronel José Joaquim de Lima e Silva [13.12.1831, Rio, RJ - 10.03.1880, Rio, RJ], bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas. Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz. Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Imperial Ordem do Cruzeiro. Comendador da Ordem da Rosa;
  13. o neto Marechal Francisco de Lima e Silva [25.04.1835, Rio, RJ - 02.09.1903, idem, general de brigada];
  14. o neto Marechal João Manuel de Lima e Silva [1832-1899];
  15. a neta, Teresa Camila de Lima e Silva [07.07.1844, Porto Alegre, RS -], baronesa com honras de Grandeza de São Sepe - que segue;
  16. o bisneto, Conselheiro Francisco Augusto de Lima e Silva [16.10.1832, Rio, RJ - 09.08.1905, idem] - filho natural do major Francisco de Lima e Silva Filho [citado abaixo], que foi batizado a 16 de Novembro, e foi legitimado pelo avô paterno, o Regente Lima e Silva, em 03.04.1846. Chefe de Repartição. Fiscal das Forças que em 1865, invadiu o Paraguai, pela Província do Mato Grosso. Comendador da Ordem de Cristo. Conselheiro. Coronel Honorário do Exército. Presidente da Imperial Sociedade Auxiliadora das Artes Mecânicas, Liberais e Beneficentes. Deixou geração somente do seu primeiro cas., a 05.04.1865, em casa de Geraldo da Silva Corrêa, na rua de Mata-cavalos, Rio, com Emília Guilhermina Buys [04.03.1839, Rio, RJ - 14.09.1882, idem], filha do brigadeiro Vicente Antônio Buys, patriarca de um dos ramos da família Buys (v.s.), do Rio Grande do Sul;
  17. o bisneto, Coronel Francisco de Lima e Silva [25.08.1831, Porto Alegre, RS - 11.12.1868, na batalha de Avaí, na guerra do Paraguai];
  18. o bisneto, Marechal João Manuel de Lima e Silva [05.11.1832, Porto Alegre, RS - 28.06.1899, Rio, RJ], brigadeiro, general de divisão graduado. Reformado a 30.11.1897, no posto de Marechal. Cavaleiro da Ordem de Cristo [1874]. Cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz [1875]. Deixou geração do seu cas., a 02.07.1871, em Porto Alegre, RS, com Maria Francisca Pinheiro Bittencourt [20.06.1845, Porto Alegre, RS - 21.10.1893, Cuiabá, MT], filha do Marechal Francisco Antônio da Silva Bittencourt;
  19. a bisneta, Luiza do Loreto Viana de Lima [e Silva] [05.12.1833, Rio, RJ - 22.04.1902, idem], baronesa com honras de Grandeza de Santa Mônica - que segue;
  20. o bisneto, Luiz César de Lima e Silva [26.03.1838, Dores do Piraí, RJ -29.06.1875, Paris, França], Moço Fidalgo da Casa Imperial. Cavaleiro da Real Ordem Belga de São Leopoldo. Oficial da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Diplomata. Deixou geração do seu cas., em 1864, em Paris, França, com Vera Haritoff [- 09.09.1909, Paris, França], filha de Alexis Haritoff e de Ana Louy;
  21. o bisneto, Coronel Diogenes César de Lima e Silva [11.01.1846, Rio, RJ - 10.07.1877], Coronel Honorário do Exército. Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Faleceu no Combate de Vileta, na Guerra do Paraguai;
  22. a bisneta, Mariana Cândida de Lima e Silva [1852, Rio, RJ - 02.06.1891, idem], baronesa e viscondessa da Vargem Alegre - que segue;
  23. a bisneta, Maria Balbina de Lima e Silva [21.11.1857, Rio, RJ - 15.02.1946, idem], matriarca da família Cosme Pinto (v.s.), do Rio de Janeiro;
  24. a bisneta, Amélia Júlia de Mariz Lima e Silva [16.12.1864, Itaguaí, RJ - 03.03.1946, Barra do Piraí, RJ], matriarca da família Teixeira Neto (v.s.), do Estado do Rio de Janeiro;
  25. a terceira neta, Ana Cecília Maria de Lima e Silva [1865, Paris, França - 13.10.1940, Rio, RJ], condessa romana de Souza Dantas - que segue;
  26. o terceiro neto, Luiz Maurício de Lima e Silva [31.10.1869, Paris, França -], diplomata;
  27. o terceiro neto, Diógenes Buys de Lima e Silva [31.08.1871, Rio, RJ - 08.12.1930, idem], engenheiro civil, Lente Catedrático da Escola nacional e Livre Docente de Mecânica Racional da antiga Escola Politécnica do Rio de Janeiro;
  28. o terceiro neto, Otávio de Lima e Silva [10.07.1872, Porto Alegre, RS - 01.08.1908, idem], Capitão Tenente da Marinha de Guerra;
  29. o terceiro neto, Rinaldo de Lima e Silva [04.02.1874, Porto Alegre, RS - 1935], diplomata, embaixador;
  30. o terceiro neto, Leopoldo de Lima e Silva [- 25.04.1931], diplomata. Cônsul do Brasil, em Paris, França, onde deixou geração natural - ver adiante; e
  31. o diplomata José Joaquim de Lima e Silva Moniz de Aragão [12.05.1887, Rio, RJ -], bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio Pedro II e em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Adido à Secretaria de Estado [1908-1910] .Serviu no Gabinete do Ministro Rio Branco [1908-1912]. 3.º Oficial, por Portaria de 10.05.1910. 2.º Secretário, por Decreto de 25.05.1911, atuando em Washington e Montevidéu. 1.º Secretário, por Decreto de 16.05.1913, atuando em Montevidéu, Madri e Roma. 1.º Secretário da Delegação do Brasil junto à Conferência da Paz de Versalhes [Decreto de 27.12.1918]. Ministro Residente em Genebra (Liga das nações), por Decreto de 30.12.1925. Serviu em Washington [1926], Paris [1926]. Designado Ministro Residente em comissão de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Copenhague [1929]. Em se tratando de família de militares, de altas patentes, ver também Espírito Santo Cardoso, Mena Barreto e Hermes, para o exército, e Lamare e Thompson, para a Marinha.

Linha Natural: Entende-se por linha natural, a descendência do um dos membro desta família que, não sendo casado, deixou geração.

  1. O citado Visconde de Magé, teve, quando solteiro, uma filha, de mãe não identificada.
  2. O major Francisco de Lima e Silva Filho [1811-1844], filho do citado Regente do Império, antes de seu matrimônio, teve um filho natural, que foi o Conselheiro Francisco Augusto de Lima e Silva, legitimado pelo avô paterno, o Regente Lima e Silva, em 1846.
  3. O citado Marechal Luiz Manoel de Lima e Silva [1806-1873], embora solteiro, teve, porém, dois filhos de mãe desconhecida; e com Júlia Francisca de Jesus, nat. de Porto Alegre (RS), teve mais quatro filhos, que foram reconhecidos.
  4. O diplomata Leopoldo de Lima e Silva [? -1931], Cônsul do Brasil em Paris, neto do citado Conde de Tocantins, deixou um filho, que reconheceu, havido com a francesa Jeanne Bourgeois [1873, Montmorency - 1956, Paris], filha de modestos fabricantes de colchões.

Nobreza Titular: Entende-se por nobreza titular, os membros esta família que foram agraciados com títulos de nobreza. As relações de parentesco que precede aos nomes, referem-se ao patriarca da família, citado no início deste artigo:

1. o filho, Tenente General Francisco de Lima e Silva [08.06.1785, Rio, RJ - 02.12.1853, idem], Regente do Império, agraciado com o título [18.07.1841] de Barão da Barra Grande, que nunca usou, e dizem que recusou a mercê por ter sido agraciado no mesmo dia em que seu filho o foi, com o título de barão de Caxias, e por julgar-se merecedor de maior hierarquia.

Sobre sua carreira militar, informa Laurênio Lago:

«Assentou praça de cadete com a idade de cinco anos no regimento de Bragança, do qual era comandante seu pai. Sendo alferes foi promovido a tenente em 20 de agosto de 1799, a sargento-mor, sendo capitão, a 10 de novembro de 1815, a tenente-coronel graduado em 4 de julho de 1818. Era coronel comandante do 2.º batalhão de caçadores quando foi graduado no pôsto de brigadeiro por decreto de 9 de agosto de 1824. Nesse mesmo ano seguiu para a provincia de Pernambuco na qualidade de comandante da brigada expedicionária contra a revolução, acumulando os cargos de presidente interino da provincia e da comissão militar criada em 27 de julho dêsse ano.

Em decreto de 16 de agosto de 1827 D. Pedro I resolveu conceder ao brigadeiro Francisco de Lima e Silva a pensão anual de trezentos mil réis. Em vista da representação feita pelo mesmo brigadeiro, foi declarado em decreto de 29, também de agosto, que a referida mercê se verificasse nas pessoas das suas três filhas D.D. Bernardina Mafalda de Lima e Silva, Carlota Guilhermina de Lima e Silva e Carolina Leopoldina de Lima e Silva.

Em decreto de 5 de setembro de 1828 foi nomeado governador das armas da provincia de São Paulo, sendo dispensado a 5 de novembro de 1829. Em 5 de dezembro dêsse ano foi nomeado interinamente governador das armas da Côrte e província do Rio de Janeiro, sendo dispensado e nomeado para o comando das armas de São Paulo, que anteriormente exercia, por decreto de 9 de dezembro de 1830.

Em 19 de março de 1831 foi nomeado comandante das armas da Côrte e província. Em 7 de abril de 1831, foi o brigadeiro Francisco de Lima e Silva que entregou no paço do Senado o ato de abdicação de D. Pedro I. No mesmo dia foi eleito membro da regência provisória juntamente com o marquês de Caravelas e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.

A 17 de junho do referido ano de 1831 a Assembléia Geral elegeu a regência permanente que ficou formada pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva e deputados José da Costa Carvalho e João Braulio Moniz. Eleito Senador pela província do Rio de Janeiro foi escolhido a 6 de março de 1837. Era grã-cruz da ordem do Cruzeiro e possuía a medalha militar de ouro.» (Brigadeiros e Generais de D. João VI e D. Pedro I. Rio, 1938 - pág. 40).

Deixou numerosa descendência do seu cas., a 07.11.1801, na casa do coronel Manuel Alvares da Fonseca Costa, no bairro da Glória, Rio, com Mariana Cândida de Oliveira Belo [29.04.1783, Paraíba do Sul, RJ - 10.11.1841, Rio, RJ], baronesa da Barra Grande, filha do coronel Luiz Alves de Freitas Belo e de Ana Quitéria Joaquina de Oliveira, patriarcas da família Oliveira Belo (v.s.), do Rio de Janeiro.

2. o filho Marechal José Joaquim de Lima e Silva [26.07.1787, Rio, RJ -- 24.08.1855, idem], agraciado com o título [02.12.854] de Visconde com honras da Grandeza de Magé.

Sobre sua carreira militar, informa o Coronel Laurênio Lago:

«Assentou praça de cadete no 1.º regimento de infantaria de linha a 6 de outubro de 1790, foi promovido a alferes em 15 de agosto de 1805, a tenente em 17 de dezembro de 1806, a capitão em 12 de outubro de 1808, a major em 17 de dezembro de 1814, a tenente-coronel em 6 de fevereiro de 1818, a coronel graduado em 24 de junho de 1822, a coronel em 9 de maio de 1823, a brigadeiro graduado em 9 de agosto de 1824, a brigadeiro em 25 de março de 1825, a marechal de campo graduado em 12 de setembro de 1837, a marechal de campo em 2 de dezembro de 1839, a tenente-general graduado a 7 de setembro de 1842 com antigüidade em 18 de julho de 1841, a tenente general em 15 de novembro de 1846.

Em 18 de dezembro de 1814 foi nomeado comandante da tropa de infantaria de linha do Piauí e encarregado da inspeção dos corpos milicianos da mesma província, sendo dispensado dessa comissão em 28 de setembro de 1818.

Organizado o batalhão do imperador por decreto de 18 de janeiro de 1823 foi nomeado seu comandante e com o mesmo marchou para a província da Baía onde fez a campanha da independência do Brasil, primeiro na qualidade de comandante da 1.ª brigada do exército pacificador da referida província e depois como comandante em chefe do exército e de todas as tropas das 1.ª e 2.ª linhas da provincia por decreto de 24 de maio de 1823 do govêrno provisório da parte dos independentes, tomando parte nas ações de 3 de maio e 3 de junho desse ano.

Por decreto de 17 de fevereiro de 1824 foi nomeado ajudante de campo junto à pessoa do imperador. Em 7 de abril dêsse ano prestou juramento à Constituição política do Império.

Em 7 de abril de 1831 foi nomeado comandante das armas da Côrte e provincia do Rio de Janeiro, cargo de que foi exonerado a pedido em 1 de setembro do mesmo ano.

Em 24 de outubro de 1832 foi nomeado vogal do Conselho Supremo Militar. Foi nomeado secretário de guerra por decreto de 2 de janeiro de 1834, cargo de que foi exonerado em 15 de novembro de 1842.

Nas 3.ª, 4.ª e 5.ª legislaturas, 1834 a 1844, foi eleito deputado geral pela província do Piauí.

Teve o título de conselho em 12 de julho de 1841, havendo sido elevado ao cargo de conselheiro de estado extraordinário por decreto de 5 de fevereiro de 1842.

Possuía as condecorações das ordens de S. Bento de Aviz, Rosa e Cruzeiro e a medalha de distinção concedida ao exército pacificador da Baía. Solicitou reforma do serviço do exército que lhe foi concedida no pôsto de marechal do exército por decreto de 17 de janeiro de 1852.».

Deixou geração natural, conforme foi citado acima. Deixou numerosa descendência do seu cas., a 05.10.1825, com sua prima irmã, Maria Eulália de Lima Fonseca [bat. 19.10.1812, Rio, RJ -], viscondessa com honras de Grandeza de Magé, neta de João Francisco de Lima Fonseca, patriarca da família Lima Fonseca Gutierrez (v.s.), do Rio de Janeiro (Brigadeiros e Generais de D. João VI e D. Pedro I. Rio, 1938 - pág. 93).

3. o filho, Tenente General Manoel da Fonseca de Lima e Silva [10.06.1793, Rio, RJ - 01.04.1869, idem], Ministro da Guerra [Nomeado a 16.07.1831]. Ministro da Justiça [Nomeado a 30.07.1832]. Ministro da Guerra e marinha [Nomeado a 14.10.1835]. Ministro da Guerra [Nomeado a 05.02.1836]. Ministro do Império [Nomeado a 01.11.1836]. Presidente da Província de São Paulo.

Comandante das Armas da Corte. Vogal do Conselho Supremo Militar [04.09.1837]. Conselheiro de Guerra [03.07.1852]. 1.º Ajudante General do Exército [31.01.1857]. Comandante Superior da Guarda nacional do Município da Corte. Brigadeiro, Marechal de Campo Graduado, Marechal de Campo e Tenente-General.

Foi agraciado com o título [02.12.1854] de Barão com honras de grandeza de Suruí.

Deixou geração do seu cas., a 08.06.1839, em casa de seu irmão e futuro sogro, com sua sobrinha Carlota Guilhermina de Lima e Silva, baronesa com honras de grandeza de Suruí, citada adiante.

4. o neto Marechal Luiz Alves de Lima e Silva [25.08.1803, Porto da Estrela, RJ - 07.05.1880, fazenda Santa Mônica, RJ], Oficial do Exército. Primeiro Praça [22.11.1808]; Alferes [12.10.1818]; Tenente [02.01.1821]; Capitão [22.01.1824]; Major [02.12.1828]; Tenente-Coronel [12.09.1837]; Coronel [02.12.1839]; Brigadeiro [18.07.1841]; Marechal de Campo [20.08.1842]; Tenente-General [03.03.1852]. Marechal do Exército.

Ajudante de Campo de S.M. o Imperador. Conselheiro de Estado e de Guerra [1858]. Senador do Império [RS-1846], Presidente das Províncias do Maranhão [1840] e Rio Grande do Sul [1842 e 1851]. Presidente do Conselho de Ministros [1856, 1861 e 1875]. Ministro da Guerra [1855, 1861 e 1875]. Veador.

Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de São Bento de Aviz [12.10.1827]. Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz [11.09.1842]. Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa [18.10.1829]. Grã-Cruz efetiva da Imperial Ordem da Rosa [28.08.1866]. Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro [17.02.1824]. Grã-Cruz do Cruzeiro [03.03.1868]. Grã-Cruz Ordem de Pedro I [26.12.1868] - a Jarreteita do Império - ver artigos Títulos de Nobreza II, HC GAllery, mês de Fevereiro. Medalha de Ouro da Guerra da Independência [Bahia]. Medalha de ouro do Exército em operações no Estado Oriental do Uruguai [26.06.1852]. Medalha comemorativa da Rendição de Uruguaiana [1866]. Medalha de Mérito Militar [20.02.1869].

Agraciado sucessivamente com os títulos de Barão de Caxias [Mercê de 18.07.1841], conde de Caxias [Designação de 25.03.1845], Marquês de Caxias [26.06.1852] e finalmente Duque de Caxias [23.03.1869].

Membro da Maçonaria: Iniciado em 1841 [RJ}, Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho [1847], Membro Efetivo do Supremo Conselho do Passeio [1861] e Grão mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil.

Deixou numerosa descendência do seu cas., a 26.01.1833, no Rio, com Ana Luiza Carneiro Viana, Anicota [30.12.1816, Rio, RJ - 23.03.1874, idem], filha do desembargador Paulo Fernandes Viana e de Luiza Rosa Carneiro da Costa - patriarcas da família Carneiro Viana (v.s.), do Rio de Janeiro.

5. o neto Coronel José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho [07.10.1809, Rio, RJ - 21.08.1894, idem], Veador, agraciado, sucessivamente, com os títulos de Visconde com Honras de Grandeza de Tocantins [Mercê de 17.07.1872] e de Conde de Tocantins [Mercê de 30.03.1889].

Deixando o exército, foi reformado no posto de Capitão. Membro da Guarda Nacional do Município da Corte do Rio de Janeiro, onde alcançou a patente de Coronel. Presidente do Banco do Brasil.

Presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Vice-Presidente da Caixa Econômica e Monte Socorro. Secretário da Imperial Companhia de Seguros Mútuos Contra Fogo.

Veador de S. majestade. Comendador da Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição da Vila Viçosa. Comendador da Imperial Ordem de Rosa [1851]. Comendador da Ordem de Ernestina de 2.ª Classe, da Coroa Ducal da Saxônia. Dignitário da Imperial Ordem da Rosa.

Deixou geração dos seus dois casamentos: o primeiro, em 1836, com Emiliana Umbelina de Morais, natural de Santana do Piraí, Estado do Rio de Janeiro, filha do barão de Piraí, membro da importante família Gonçalves de Morais, da região do Vale do Paraíba Fluminense, Estado do Rio de Janeiro; o segundo, a 15.04.1848, no Rio, em casa da avó paterna da noiva, sua prima Maria Balbina de Souza da Fonseca Costa [27.01.1828, Rio, RJ - 20.07.1912, idem], condessa de Tocantins, filha do Marquês da Gávea e terceira neta do sargento-mor João Francisco da Costa, patriarca da família Fonseca Costa, do Rio de Janeiro.

6. a neta, Carlota Guilhermina de Lima e Silva [11.03.1817, Rio, RJ - 06.09.1894, idem], que por seu cas., em 1830, com seu tio paterno, citado acima, tornou-se, em 1854, a baronesa com honras de Grandeza do Suruí. Em 1880, residia na rua de Santo Amaro, n.º 21, Glória, e, em 1891, já viúva, residia na Av. St. Martin, n.º 51, Petrópolis, RJ.

7. a neta, Teresa Camila de Lima e Silva [07.07.1844, Porto Alegre, RS -], que por seu cas., em 1863, com um membro da família Pereira de Carvalho (v.s.), do Rio Grande do Sul, tornou-se, em 1889, a baronesa com honras de Grandeza de São Sapé.

8. a bisneta, Luiza do Loreto Viana de Lima (e Silva) [05.12.1833, Rio, RJ - 22.04.1902, idem], por seu cas., em 1853, na importante família Nogueira da Gama, de Minas Gerais, tornou-se a baronesa com honras de Grandeza de Santa Mônica;

9. a bisneta, Mariana Cândida de Lima e Silva [1852, Rio, RJ -], que por seu casamento na importante família Oliveira Roxo, do Rio de Janeiro, tornou-se, em 1882, a baronesa e, em 1888, a viscondessa da Vargem Alegre.

10. a terceira neta, Ana Cecília Maria de Lima e Silva [1865, Paris, França - 13.10.1940, Rio, RJ], que por seu cas., em 1888, na importante família Souza Dantas, da Bahia, tornou-se a condessa romana de Souza Dantas.

 

Minas, 28.04.1999 - Carlos de Almeida Barata

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