Carlos Eduardo de Almeida Barata
Curriculum
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SÚMULA GENEALÓGICA II
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OS LIMA E SILVA
Recentemente, através da HC GALLERY hcgallery@ccard.com.br]
recebi um e-mail, pedindo informações sobre as origens da
família LIMA E SILVA.
Nossas investigações chegaram ao seguinte resultado:
LIMA E SILVA -
Uma das mais importantes famílias de oficiais militares de
altas patentes, do Exército, de origem portuguesa,
estabelecida no Rio de Janeiro, para onde passou o Marechal
de Campo José Joaquim de Lima e Silva [01.03.1746, freguesia
de Santa Maria de Lagos, Algarve - 25.04.1821, Rio, RJ],
filho do Sargento-Mor de Infantaria João da Silva da Fonseca
Lima e de Isabel Maria Josefa Brandão Ivo - que, segundo
dizem, era descendente de um irmão do glorioso Santo Ivo,
canonizado pelo Papa Clemente VII no ano de 1348, membro de
uma das primeiras famílias da Bretanha, em França.
O então Capitão
José Joaquim de Lima e Silva, passou ao Brasil, em 1783.
Sobre sua carreira militar, informa o Coronel Laurênio Lago
«Era
capitão do 1.º Regimento de Infantaria de Bragança
quando foi confirmado no pôsto de sargento-mor nomeado
por comissão pelo vice-rei Luiz de Vasconcelos, como se
vê da sua patente assinada em 27 de outubro de 1792. Foi
promovido a tenente-coronel em 10 de outubro de 1800, a
coronel graduado em 12 de outubro de 1808, a brigadeiro
em 13 de maio de 1812, a marechal de campo graduado em 6
de fevereiro de 1818. Foi nomeado vogal do Conselho
Supremo Militar em 6 de Fevereiro de 1818. (Brigadeiros
e Generais de D. João VI e D. Pedro I. Rio, 1938 - pág.
93)
Deixou numerosa
descendência, no Rio de Janeiro, de seu cas., no Rio de
Janeiro, com Joana Maria da Fonseca Costa [1762, Rio, RJ -
1842, Rio, RJ], neta do Sarg. Mor João Francisco da Costa,
patriarca desta família Fonseca Costa (v.s.), do Rio de
Janeiro. Entre seus descendentes, cabe registrar:
- o filho,
Tenente General Francisco de Lima e Silva [1785-853],
Barão da Barra Grande - que segue;
- o filho
Marechal José Joaquim de Lima e Silva [1787-1855],
Visconde de Magé - que segue;
- o filho,
Tenente General Manoel da Fonseca de Lima e Silva
[1793-1869], Barão de Suruí - que segue;
- o filho
General João Manuel de Lima e Silva [1805-1837];
- o filho
Marechal Luiz Manoel de Lima e Silva [29.08.1806,
Rio, RJ - 23.07.1873, Porto Alegre, RS], Comendador
da Ordem de São Bento de Aviz. Comendador da Ordem
da Rosa. Brigadeiro. Deixou geração natural,
conforme vai dito adiante;
- a filha
Maria Joaquina de Lima e Silva [1788-1862], uma das
matriarcas da família Burlamaqui (v.s.), do Piauí;
- o neto
Marechal Luiz Alves de Lima e Silva [1803- 1880],
Duque de Caxias - que segue;
- o neto,
Major João Manuel de Lima e Silva [02.02.1805, Rio,
RJ - 29.08.1837, São Borja, RS], patriarca desta
família Lima e Silva, no Rio Grande do Sul.
Brigadeiro, general de divisão graduado. Deixou
geração do seu cas., a 26.04.1828, em Porto Alegre,
RS, com Maria Joaquina de Almeida Corte Real [1810,
Caçapava, RS - 23.10.1878, Porto Alegre, RS], filha
do brigadeiro Francisco de Borja de Almeida Corte
Real e de Maria Angélica da Fontoura;
- o neto,
Coronel José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho
[1809-1894], Conde de Tocantins - que segue;
- o neto
tenente Carlos Miguel de Lima e Silva [29.09.1813,
Rio, RJ - 1845], alferes do Batalhão do Imperador;
- a neta,
Carlota Guilhermina de Lima e Silva [1817-1894],
baronesa com honras de Grandeza do Suruí - que
segue;
- o neto
Coronel José Joaquim de Lima e Silva [13.12.1831,
Rio, RJ - 10.03.1880, Rio, RJ], bacharel em Ciências
Físicas e Matemáticas. Moço Fidalgo com exercício
na Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de São Bento de
Aviz. Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Imperial
Ordem do Cruzeiro. Comendador da Ordem da Rosa;
- o neto
Marechal Francisco de Lima e Silva [25.04.1835, Rio,
RJ - 02.09.1903, idem, general de brigada];
- o neto
Marechal João Manuel de Lima e Silva [1832-1899];
- a neta,
Teresa Camila de Lima e Silva [07.07.1844, Porto
Alegre, RS -], baronesa com honras de Grandeza de
São Sepe - que segue;
- o bisneto,
Conselheiro Francisco Augusto de Lima e Silva
[16.10.1832, Rio, RJ - 09.08.1905, idem] - filho
natural do major Francisco de Lima e Silva Filho
[citado abaixo], que foi batizado a 16 de Novembro, e
foi legitimado pelo avô paterno, o Regente Lima e
Silva, em 03.04.1846. Chefe de Repartição. Fiscal
das Forças que em 1865, invadiu o Paraguai, pela
Província do Mato Grosso. Comendador da Ordem de
Cristo. Conselheiro. Coronel Honorário do Exército.
Presidente da Imperial Sociedade Auxiliadora das
Artes Mecânicas, Liberais e Beneficentes. Deixou
geração somente do seu primeiro cas., a 05.04.1865,
em casa de Geraldo da Silva Corrêa, na rua de
Mata-cavalos, Rio, com Emília Guilhermina Buys
[04.03.1839, Rio, RJ - 14.09.1882, idem], filha do
brigadeiro Vicente Antônio Buys, patriarca de um dos
ramos da família Buys (v.s.), do Rio Grande do Sul;
- o bisneto,
Coronel Francisco de Lima e Silva [25.08.1831, Porto
Alegre, RS - 11.12.1868, na batalha de Avaí, na
guerra do Paraguai];
- o bisneto,
Marechal João Manuel de Lima e Silva [05.11.1832,
Porto Alegre, RS - 28.06.1899, Rio, RJ], brigadeiro,
general de divisão graduado. Reformado a 30.11.1897,
no posto de Marechal. Cavaleiro da Ordem de Cristo
[1874]. Cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz
[1875]. Deixou geração do seu cas., a 02.07.1871,
em Porto Alegre, RS, com Maria Francisca Pinheiro
Bittencourt [20.06.1845, Porto Alegre, RS -
21.10.1893, Cuiabá, MT], filha do Marechal Francisco
Antônio da Silva Bittencourt;
- a bisneta,
Luiza do Loreto Viana de Lima [e Silva] [05.12.1833,
Rio, RJ - 22.04.1902, idem], baronesa com honras de
Grandeza de Santa Mônica - que segue;
- o bisneto,
Luiz César de Lima e Silva [26.03.1838, Dores do
Piraí, RJ -29.06.1875, Paris, França], Moço
Fidalgo da Casa Imperial. Cavaleiro da Real Ordem
Belga de São Leopoldo. Oficial da Imperial Ordem da
Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Diplomata.
Deixou geração do seu cas., em 1864, em Paris,
França, com Vera Haritoff [- 09.09.1909, Paris,
França], filha de Alexis Haritoff e de Ana Louy;
- o bisneto,
Coronel Diogenes César de Lima e Silva [11.01.1846,
Rio, RJ - 10.07.1877], Coronel Honorário do
Exército. Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Faleceu
no Combate de Vileta, na Guerra do Paraguai;
- a bisneta,
Mariana Cândida de Lima e Silva [1852, Rio, RJ -
02.06.1891, idem], baronesa e viscondessa da Vargem
Alegre - que segue;
- a bisneta,
Maria Balbina de Lima e Silva [21.11.1857, Rio, RJ -
15.02.1946, idem], matriarca da família Cosme Pinto
(v.s.), do Rio de Janeiro;
- a bisneta,
Amélia Júlia de Mariz Lima e Silva [16.12.1864,
Itaguaí, RJ - 03.03.1946, Barra do Piraí, RJ],
matriarca da família Teixeira Neto (v.s.), do Estado
do Rio de Janeiro;
- a terceira
neta, Ana Cecília Maria de Lima e Silva [1865,
Paris, França - 13.10.1940, Rio, RJ], condessa
romana de Souza Dantas - que segue;
- o terceiro
neto, Luiz Maurício de Lima e Silva [31.10.1869,
Paris, França -], diplomata;
- o terceiro
neto, Diógenes Buys de Lima e Silva [31.08.1871,
Rio, RJ - 08.12.1930, idem], engenheiro civil, Lente
Catedrático da Escola nacional e Livre Docente de
Mecânica Racional da antiga Escola Politécnica do
Rio de Janeiro;
- o terceiro
neto, Otávio de Lima e Silva [10.07.1872, Porto
Alegre, RS - 01.08.1908, idem], Capitão Tenente da
Marinha de Guerra;
- o terceiro
neto, Rinaldo de Lima e Silva [04.02.1874, Porto
Alegre, RS - 1935], diplomata, embaixador;
- o terceiro
neto, Leopoldo de Lima e Silva [- 25.04.1931],
diplomata. Cônsul do Brasil, em Paris, França, onde
deixou geração natural - ver adiante; e
- o diplomata
José Joaquim de Lima e Silva Moniz de Aragão
[12.05.1887, Rio, RJ -], bacharel em Ciências e
Letras pelo Colégio Pedro II e em Ciências
Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito
do Rio de Janeiro. Adido à Secretaria de Estado
[1908-1910] .Serviu no Gabinete do Ministro Rio
Branco [1908-1912]. 3.º Oficial, por Portaria de
10.05.1910. 2.º Secretário, por Decreto de
25.05.1911, atuando em Washington e Montevidéu. 1.º
Secretário, por Decreto de 16.05.1913,
atuando em Montevidéu, Madri e Roma. 1.º
Secretário da Delegação do Brasil junto à
Conferência da Paz de Versalhes [Decreto de
27.12.1918]. Ministro Residente em Genebra (Liga das
nações), por Decreto de 30.12.1925. Serviu em
Washington [1926], Paris [1926]. Designado Ministro
Residente em comissão de Enviado Extraordinário e
Ministro Plenipotenciário em Copenhague [1929]. Em se tratando de
família de militares, de altas patentes, ver também
Espírito Santo Cardoso, Mena Barreto e Hermes, para
o exército, e Lamare e Thompson, para a Marinha.
Linha Natural:
Entende-se por linha natural, a descendência do um dos
membro desta família que, não sendo casado, deixou
geração.
- O citado
Visconde de Magé, teve, quando solteiro, uma filha,
de mãe não identificada.
- O major
Francisco de Lima e Silva Filho [1811-1844], filho do
citado Regente do Império, antes de seu matrimônio,
teve um filho natural, que foi o Conselheiro
Francisco Augusto de Lima e Silva, legitimado pelo
avô paterno, o Regente Lima e Silva, em 1846.
- O citado
Marechal Luiz Manoel de Lima e Silva [1806-1873],
embora solteiro, teve, porém, dois filhos de mãe
desconhecida; e com Júlia Francisca de Jesus, nat.
de Porto Alegre (RS), teve mais quatro filhos, que
foram reconhecidos.
- O diplomata
Leopoldo de Lima e Silva [? -1931], Cônsul do Brasil
em Paris, neto do citado Conde de Tocantins, deixou
um filho, que reconheceu, havido com a francesa
Jeanne Bourgeois [1873, Montmorency - 1956, Paris],
filha de modestos fabricantes de colchões.
Nobreza
Titular: Entende-se por nobreza titular, os membros esta
família que foram agraciados com títulos de nobreza. As
relações de parentesco que precede aos nomes, referem-se ao
patriarca da família, citado no início deste artigo:
1. o
filho, Tenente General Francisco de Lima e Silva [08.06.1785,
Rio, RJ - 02.12.1853, idem], Regente do Império,
agraciado com o título [18.07.1841] de Barão da Barra
Grande, que nunca usou, e dizem que recusou a mercê por
ter sido agraciado no mesmo dia em que seu filho o foi,
com o título de barão de Caxias, e por julgar-se
merecedor de maior hierarquia.
Sobre sua
carreira militar, informa Laurênio Lago:
«Assentou
praça de cadete com a idade de cinco anos no
regimento de Bragança, do qual era comandante seu
pai. Sendo alferes foi promovido a tenente em 20 de
agosto de 1799, a sargento-mor, sendo capitão, a 10
de novembro de 1815, a tenente-coronel graduado em 4
de julho de 1818. Era coronel comandante do 2.º
batalhão de caçadores quando foi graduado no pôsto
de brigadeiro por decreto de 9 de agosto de 1824.
Nesse mesmo ano seguiu para a provincia de Pernambuco
na qualidade de comandante da brigada expedicionária
contra a revolução, acumulando os cargos de
presidente interino da provincia e da comissão
militar criada em 27 de julho dêsse ano.
Em
decreto de 16 de agosto de 1827 D. Pedro I resolveu
conceder ao brigadeiro Francisco de Lima e Silva a
pensão anual de trezentos mil réis. Em vista da
representação feita pelo mesmo brigadeiro, foi
declarado em decreto de 29, também de agosto, que a
referida mercê se verificasse nas pessoas das suas
três filhas D.D. Bernardina Mafalda de Lima e Silva,
Carlota Guilhermina de Lima e Silva e Carolina
Leopoldina de Lima e Silva.
Em
decreto de 5 de setembro de 1828 foi nomeado
governador das armas da provincia de São Paulo,
sendo dispensado a 5 de novembro de 1829. Em 5 de
dezembro dêsse ano foi nomeado interinamente
governador das armas da Côrte e província do Rio de
Janeiro, sendo dispensado e nomeado para o comando
das armas de São Paulo, que anteriormente exercia,
por decreto de 9 de dezembro de 1830.
Em 19
de março de 1831 foi nomeado comandante das armas da
Côrte e província. Em 7 de abril de 1831, foi o
brigadeiro Francisco de Lima e Silva que entregou no
paço do Senado o ato de abdicação de D. Pedro I.
No mesmo dia foi eleito membro da regência
provisória juntamente com o marquês de Caravelas e
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.
A 17
de junho do referido ano de 1831 a Assembléia Geral
elegeu a regência permanente que ficou formada pelo
brigadeiro Francisco de Lima e Silva e deputados
José da Costa Carvalho e João Braulio Moniz. Eleito
Senador pela província do Rio de Janeiro foi
escolhido a 6 de março de 1837. Era grã-cruz da
ordem do Cruzeiro e possuía a medalha militar de
ouro.» (Brigadeiros e Generais de D. João VI e
D. Pedro I. Rio, 1938 - pág. 40).
Deixou
numerosa descendência do seu cas., a 07.11.1801, na casa
do coronel Manuel Alvares da Fonseca Costa, no bairro da
Glória, Rio, com Mariana Cândida de Oliveira Belo
[29.04.1783, Paraíba do Sul, RJ - 10.11.1841, Rio, RJ],
baronesa da Barra Grande, filha do coronel Luiz Alves de
Freitas Belo e de Ana Quitéria Joaquina de Oliveira,
patriarcas da família Oliveira Belo (v.s.), do Rio de
Janeiro.
2. o
filho Marechal José Joaquim de Lima e Silva [26.07.1787,
Rio, RJ -- 24.08.1855, idem], agraciado com o título
[02.12.854] de Visconde com honras da Grandeza de Magé.
Sobre sua
carreira militar, informa o Coronel Laurênio Lago:
«Assentou
praça de cadete no 1.º regimento de infantaria de
linha a 6 de outubro de 1790, foi promovido a alferes
em 15 de agosto de 1805, a tenente em 17 de dezembro
de 1806, a capitão em 12 de outubro de 1808, a major
em 17 de dezembro de 1814, a tenente-coronel em 6 de
fevereiro de 1818, a coronel graduado em 24 de junho
de 1822, a coronel em 9 de maio de 1823, a brigadeiro
graduado em 9 de agosto de 1824, a brigadeiro em 25
de março de 1825, a marechal de campo graduado em 12
de setembro de 1837, a marechal de campo em 2 de
dezembro de 1839, a tenente-general graduado a 7 de
setembro de 1842 com antigüidade em 18 de julho de
1841, a tenente general em 15 de novembro de 1846.
Em 18
de dezembro de 1814 foi nomeado comandante da tropa
de infantaria de linha do Piauí e encarregado da
inspeção dos corpos milicianos da mesma província,
sendo dispensado dessa comissão em 28 de setembro de
1818.
Organizado
o batalhão do imperador por decreto de 18 de janeiro
de 1823 foi nomeado seu comandante e com o mesmo
marchou para a província da Baía onde fez a
campanha da independência do Brasil, primeiro na
qualidade de comandante da 1.ª brigada do exército
pacificador da referida província e depois como
comandante em chefe do exército e de todas as tropas
das 1.ª e 2.ª linhas da provincia por decreto de 24
de maio de 1823 do govêrno provisório da parte dos
independentes, tomando parte nas ações de 3 de maio
e 3 de junho desse ano.
Por
decreto de 17 de fevereiro de 1824 foi nomeado
ajudante de campo junto à pessoa do imperador. Em 7
de abril dêsse ano prestou juramento à
Constituição política do Império.
Em 7
de abril de 1831 foi nomeado comandante das armas da
Côrte e provincia do Rio de Janeiro, cargo de que
foi exonerado a pedido em 1 de setembro do mesmo ano.
Em 24
de outubro de 1832 foi nomeado vogal do Conselho
Supremo Militar. Foi nomeado secretário de guerra
por decreto de 2 de janeiro de 1834, cargo de que foi
exonerado em 15 de novembro de 1842.
Nas
3.ª, 4.ª e 5.ª legislaturas, 1834 a 1844, foi
eleito deputado geral pela província do Piauí.
Teve o
título de conselho em 12 de julho de 1841, havendo
sido elevado ao cargo de conselheiro de estado
extraordinário por decreto de 5 de fevereiro de
1842.
Possuía
as condecorações das ordens de S. Bento de Aviz,
Rosa e Cruzeiro e a medalha de distinção concedida
ao exército pacificador da Baía. Solicitou reforma
do serviço do exército que lhe foi concedida no
pôsto de marechal do exército por decreto de 17 de
janeiro de 1852.».
Deixou
geração natural, conforme foi citado acima. Deixou
numerosa descendência do seu cas., a 05.10.1825, com sua
prima irmã, Maria Eulália de Lima Fonseca [bat.
19.10.1812, Rio, RJ -], viscondessa com honras de
Grandeza de Magé, neta de João Francisco de Lima
Fonseca, patriarca da família Lima Fonseca Gutierrez
(v.s.), do Rio de Janeiro (Brigadeiros e Generais de D.
João VI e D. Pedro I. Rio, 1938 - pág. 93).
3. o
filho, Tenente General Manoel da Fonseca de Lima e Silva [10.06.1793,
Rio, RJ - 01.04.1869, idem], Ministro da Guerra [Nomeado
a 16.07.1831]. Ministro da Justiça [Nomeado a
30.07.1832]. Ministro da Guerra e marinha [Nomeado a
14.10.1835]. Ministro da Guerra [Nomeado a 05.02.1836].
Ministro do Império [Nomeado a 01.11.1836]. Presidente
da Província de São Paulo.
Comandante
das Armas da Corte. Vogal do Conselho Supremo Militar
[04.09.1837]. Conselheiro de Guerra [03.07.1852]. 1.º
Ajudante General do Exército [31.01.1857]. Comandante
Superior da Guarda nacional do Município da Corte.
Brigadeiro, Marechal de Campo Graduado, Marechal de Campo
e Tenente-General.
Foi agraciado
com o título [02.12.1854] de Barão com honras de
grandeza de Suruí.
Deixou
geração do seu cas., a 08.06.1839, em casa de seu
irmão e futuro sogro, com sua sobrinha Carlota
Guilhermina de Lima e Silva, baronesa com honras de
grandeza de Suruí, citada adiante.
4. o
neto Marechal Luiz Alves de Lima e Silva [25.08.1803,
Porto da Estrela, RJ - 07.05.1880, fazenda Santa Mônica,
RJ], Oficial do Exército. Primeiro Praça [22.11.1808];
Alferes [12.10.1818]; Tenente [02.01.1821]; Capitão
[22.01.1824]; Major [02.12.1828]; Tenente-Coronel
[12.09.1837]; Coronel [02.12.1839]; Brigadeiro
[18.07.1841]; Marechal de Campo [20.08.1842];
Tenente-General [03.03.1852]. Marechal do Exército.
Ajudante de
Campo de S.M. o Imperador. Conselheiro de Estado e de
Guerra [1858]. Senador do Império [RS-1846], Presidente
das Províncias do Maranhão [1840] e Rio Grande do Sul
[1842 e 1851]. Presidente do Conselho de Ministros [1856,
1861 e 1875]. Ministro da Guerra [1855, 1861 e 1875].
Veador.
Comendador da Imperial Ordem
de Cristo. Comendador da Ordem de São Bento de Aviz
[12.10.1827]. Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de
Aviz [11.09.1842]. Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa
[18.10.1829]. Grã-Cruz efetiva da Imperial Ordem da Rosa
[28.08.1866]. Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro
[17.02.1824]. Grã-Cruz do Cruzeiro [03.03.1868].
Grã-Cruz Ordem de Pedro I [26.12.1868] - a Jarreteita do
Império - ver artigos
Títulos de Nobreza II, HC GAllery, mês de Fevereiro. Medalha de Ouro da Guerra da
Independência [Bahia]. Medalha de ouro do Exército em
operações no Estado Oriental do Uruguai [26.06.1852]. Medalha
comemorativa da Rendição de Uruguaiana [1866]. Medalha
de Mérito Militar [20.02.1869].
Agraciado
sucessivamente com os títulos de Barão de Caxias
[Mercê de 18.07.1841], conde de Caxias [Designação de
25.03.1845], Marquês de Caxias [26.06.1852] e finalmente
Duque de Caxias [23.03.1869].
Membro da
Maçonaria: Iniciado em 1841 [RJ}, Soberano Grande
Comendador do Supremo Conselho [1847], Membro Efetivo do
Supremo Conselho do Passeio [1861] e Grão mestre
Honorário do Grande Oriente do Brasil.
Deixou
numerosa descendência do seu cas., a 26.01.1833, no Rio,
com Ana Luiza Carneiro Viana, Anicota [30.12.1816, Rio,
RJ - 23.03.1874, idem], filha do desembargador Paulo
Fernandes Viana e de Luiza Rosa Carneiro da Costa -
patriarcas da família Carneiro Viana (v.s.), do Rio de
Janeiro.
5. o
neto Coronel José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho [07.10.1809,
Rio, RJ - 21.08.1894, idem], Veador, agraciado,
sucessivamente, com os títulos de Visconde com Honras de
Grandeza de Tocantins [Mercê de 17.07.1872] e de Conde
de Tocantins [Mercê de 30.03.1889].
Deixando o
exército, foi reformado no posto de Capitão. Membro da
Guarda Nacional do Município da Corte do Rio de Janeiro,
onde alcançou a patente de Coronel. Presidente do Banco
do Brasil.
Presidente da
Associação Comercial do Rio de Janeiro. Vice-Presidente
da Caixa Econômica e Monte Socorro. Secretário da
Imperial Companhia de Seguros Mútuos Contra Fogo.
Veador de S.
majestade. Comendador da Ordem de Cristo. Comendador da
Ordem de Nossa Senhora da Conceição da Vila Viçosa.
Comendador da Imperial Ordem de Rosa [1851]. Comendador
da Ordem de Ernestina de 2.ª Classe, da Coroa Ducal da
Saxônia. Dignitário da Imperial Ordem da Rosa.
Deixou
geração dos seus dois casamentos: o primeiro, em 1836,
com Emiliana Umbelina de Morais, natural de Santana do
Piraí, Estado do Rio de Janeiro, filha do barão de
Piraí, membro da importante família Gonçalves de
Morais, da região do Vale do Paraíba Fluminense, Estado
do Rio de Janeiro; o segundo, a 15.04.1848, no Rio, em
casa da avó paterna da noiva, sua prima Maria Balbina de
Souza da Fonseca Costa [27.01.1828, Rio, RJ - 20.07.1912,
idem], condessa de Tocantins, filha do Marquês da Gávea
e terceira neta do sargento-mor João Francisco da Costa,
patriarca da família Fonseca Costa, do Rio de Janeiro.
6. a
neta, Carlota Guilhermina de Lima e Silva [11.03.1817,
Rio, RJ - 06.09.1894, idem], que por seu cas., em 1830,
com seu tio paterno, citado acima, tornou-se, em 1854, a
baronesa com honras de Grandeza do Suruí. Em 1880,
residia na rua de Santo Amaro, n.º 21, Glória, e, em
1891, já viúva, residia na Av. St. Martin, n.º 51,
Petrópolis, RJ.
7. a
neta, Teresa Camila de Lima e Silva [07.07.1844,
Porto Alegre, RS -], que por seu cas., em 1863, com um
membro da família Pereira de Carvalho (v.s.), do Rio
Grande do Sul, tornou-se, em 1889, a baronesa com honras
de Grandeza de São Sapé.
8. a
bisneta, Luiza do Loreto Viana de Lima (e Silva) [05.12.1833,
Rio, RJ - 22.04.1902, idem], por seu cas., em 1853, na
importante família Nogueira da Gama, de Minas Gerais,
tornou-se a baronesa com honras de Grandeza de Santa
Mônica;
9. a
bisneta, Mariana Cândida de Lima e Silva [1852,
Rio, RJ -], que por seu casamento na importante família
Oliveira Roxo, do Rio de Janeiro, tornou-se, em 1882, a
baronesa e, em 1888, a viscondessa da Vargem Alegre.
10. a
terceira neta, Ana Cecília Maria de Lima e Silva [1865,
Paris, França - 13.10.1940, Rio, RJ], que por seu cas.,
em 1888, na importante família Souza Dantas, da Bahia,
tornou-se a condessa romana de Souza Dantas.
Minas, 28.04.1999 - Carlos de Almeida Barata
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